Mato Grosso
Fiscais identificam estabelecimentos comerciais impedidos de funcionar na quarentena
Mato Grosso
Da Redação
Fiscais da Secretaria de Ordem Pública iniciaram, na manhã deste sábado (27), uma operação para identificar, por meio de cartazes oficiais com os dizeres “Suspensão de Atividade”, as fachadas dos estabelecimentos não autorizados a funcionar em Cuiabá, conforme o Decreto nº 7.956/2020. A ação começou pela região central, onde a maioria dos estabelecimentos já estava fechada.
Dentre os que estavam abertos, uma sorveteria teve que fechar as portas porque, mesmo vendendo um tipo de alimento, este não está classificado como essencial. Os fiscais chegam a essa conclusão com base no Decreto federal nº 10.282/2020 (no qual se baseia o decreto municipal), que define como essencial os serviços públicos e atividades “indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade, assim considerados aqueles que, se não atendidos, colocam em perigo a sobrevivência, a saúde ou a segurança da população”.
Este critério é explicado ao comerciante, que a princípio é orientado e advertido das regras que levaram à suspensão de sua atividade. Caso a pessoa notificada u autuada não concorde com a medida, pode ingressar com recurso junto à Secretaria de Ordem Pública para apresentar sua defesa.
Os autos de infrações estão sendo emitidos em casos mais graves ou de reincidência no descumprimento das medidas de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. A multa é no valor de R$ 609,03. Foi o que ocorreu com um clube em um bairro da região leste, que foi autuado por descumprir as regras de prevenção ao contágio pelo novo coronavírus, pois sócios do clube estavam utilizando o espaço em comum. O clube ainda foi enquadrado no artigo 5º da Lei complementar nº 4 de 24/12/1992, que institui o Código Sanitário e de Postura do Município, que diz ser “dever da coletividade e dos indivíduos, em particular, cooperar com os órgãos e as entidades competentes, adotando uma forma de vida higiênica e saudável, combatendo a poluição em todas as suas formas, orientando, educando e observando as normas legais de educação e saúde”.
Também houve abordagens em lojas com mais de um tipo de atividade, essenciais e não essenciais. Nesses casos, os fiscais fazem a redução da oferta de produtos, isolando com fitas as seções onde se comercializa produtos não essenciais. O objetivo é garantir a comercialização apenas de produtos essenciais, dentre eles, alimentos, higiene e limpeza, por exemplo.
Ainda neste sábado, os agentes de regulação e fiscalização flagraram uma loja de móveis e eletrodomésticos, que estava funcionando com as portas fechadas para tentar escapar do controle e também uma festa no bairro Pedra 90, o que se configura aglomeração de pessoas.
De acordo com a Secretaria de Ordem Pública (SORP), o trabalho de fiscalização será concentrado nas regiões e bairros com maior índice de contágio da Covid-19, conforme estatísticas da Secretaria Municipal de Saúde, e também onde houver denúncias da população por meio do Disque-denúncia da SORP – (65) 3616-9614, que atende de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou pelo 190.
foto: secom/cuiaba
Mato Grosso
Aluno que sonha em ser juiz destaca importância de conhecer a Justiça desde cedo
Para o estudante Gabriel Soares, do 1º ano do Ensino Médio, a palestra desta quinta-feira (6) não foi apenas uma aula diferente. Foi um passo a mais rumo ao sonho de se tornar juiz. Ao conhecer de perto como funciona o Poder Judiciário, o aluno da Escola Cívico-Militar Professora Zélia Costa de Almeida viu a profissão que deseja seguir ganhar ainda mais significado. Assim como ele, outros 219 estudantes do Ensino Fundamental e Médio assistiram a palestra do Projeto Nosso Judiciário, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e ministrada pelo servidor Neifi Feguri.
Durante o encontro, os alunos tiveram contato, de forma simples e acessível, com temas presentes na cartilha “Aprenda mais sobre o Amigo Judiciário”, como a função da Justiça, a
importância de conhecer os direitos e deveres do cidadão, o papel do Fórum, dos juízes, desembargadores e dos Juizados Especiais, além do funcionamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A proposta é aproximar crianças e adolescentes do universo jurídico e mostrar que a Justiça faz parte do cotidiano de todos.
Gabriel destacou que a palestra despertou reflexões importantes sobre cidadania e conhecimento das leis. “Eu achei fascinante o evento. A gente conseguiu aprender sobre as leis, sobre a Justiça em si. Muitas vezes falta esse conhecimento na escola e as pessoas acabam fazendo coisas erradas sem nem saber que estão infringindo a lei. É muito bom conhecer isso desde cedo, porque a lei ajuda a formar a gente como ser humano no caminho correto”.
O estudante contou ainda que já definiu a profissão que pretende seguir. “Quero ser juiz, se Deus quiser! Pretendo estudar o máximo para conseguir isso e poder ajudar as pessoas. Enquanto eu não virar juiz, quero ser advogado para também ajudar o próximo”.
A aluna Cristiane Gomes, também do 1º ano do Ensino Médio, participou pela segunda vez de uma atividade do projeto e afirmou que a palestra ampliou seus conhecimentos sobre o Judiciário. “Eu achei muito interessante. Gostei de saber mais sobre os Juizados Especiais. É um assunto que eu já tinha começado a estudar, mas não consegui terminar. Também percebi que muita gente aqui não sabia nem o que era um fórum. Foi uma palestra muito boa”.
Para Geovanna Souza, do 9º ano do Ensino Fundamental, levar esse tipo de conteúdo para dentro da escola contribui para a formação cidadã dos estudantes. “Achei muito interessante vocês trazerem esse assunto para a escola, porque é bom aprender desde pequeno para chegar no futuro mais consciente. Eu não sabia que Cuiabá tinha um fórum e também gostei muito de conhecer mais sobre os desembargadores. É importante que os alunos mais novos também tenham esse conhecimento”.
A diretora da escola, Hozanita Araújo ressaltou que a iniciativa aproxima os estudantes de um universo que, muitas vezes, lhes é desconhecido. “É de extrema importância receber o Poder Judiciário na escola trazendo essa base para os nossos alunos. Muitos não sabem como funciona o Judiciário e nem conhecem seus direitos. Eles são o futuro do país e precisam começar desde agora a entender como funciona a Justiça e como buscar seus direitos. Os alunos ficaram muito satisfeitos e foram muito receptivos”.
Educação para a cidadania
A cartilha utilizada na palestra explica que a principal função da Justiça é solucionar conflitos com base nas leis, orientando que as pessoas busquem o Poder Judiciário sempre que não conseguirem resolver um problema por meio do diálogo, sem fazer justiça com as próprias mãos. O material também apresenta, em linguagem acessível, conceitos sobre cidadania, direitos, deveres e a estrutura do Judiciário mato-grossense, aproximando esses temas da realidade dos estudantes.
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