Mato Grosso
Editorial: Cada vereador deve sim responder pelos seus atos
Mato Grosso
Da Redação
Após a veiculação da matéria intitulada “A Câmara da vergonha”, na edição semanal 147 do Jornal O Mato Grosso, alguns vereadores de Várzea Grande partiram para o embate, este foi o caso de Carlos Garcia (PSB), em um programa de debates de uma emissora de tevê de Várzea Grande.
Sem citar a publicação, Garcia se referiu ao Jornal O Mato Grosso como “mídia perversa que quer jogar todos os vereadores em uma vala comum”, em outro momento ele afirma que o desgaste da Câmara de Vereador com a prisão de Jânio Calistro (PSD), apontado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) como membro de uma quadrilha ligada ao tráfico, que inclusive se encontra com prisão preventiva decretada, não atinge a casa legislativa.
Na publicação, O Mato Grosso cita, não apenas a prisão do vereador Calistro, mas também outros acontecimentos envolvendo parlamentares que envergonham a população, transformando assim, a Câmara de Vereadores de Várzea Grande, em “A Câmara da Vergonha”, um destes parlamentares citados na matéria é o próprio Carlos Garcia, que esteve envolvido em mais um daqueles casos lamentáveis.
Na ocasião, uma equipe de reportagem de uma emissora da capital flagrou um furto de energia na residência do parlamentar, o tão famoso “gato de energia”, no qual é utilizado para burlar os contadores de Kwh e assim obter vantagem no não pagamento da energia gasta. Quando foi procurado pela mesma emissora, em vez de esclarecer os fatos simplesmente fugiu como quem tem culpa no cartório e se não bastasse, ainda tratou o profissional da imprensa com extrema grosseria.
Em dado momento no programa de TV, Garcia afirma que cada vereador precisa responder pelos seus atos, e é justamente isso que a publicação defende. Não apenas para o vereador ligado ao tráfico de drogas, mas também para vereadores que cometem qualquer tipo de crime, por menor que ele seja.
É importante frisar, que a nenhum momento a publicação do Jornal O Mato Grosso ligou o vereador, assim como nenhum outro, ao caso de Jânio Calistro, apenas apresentamos inconsistências e imoralidades praticadas por aqueles que deveriam presar pela moral e pela ética, além disso, deixamos claro na publicação a indignação da população com a forma na qual a câmara vem tratando o caso do vereador ligado ao tráfico.
Garcia utiliza como “desculpa” o recesso parlamentar para justificar a falta de ação da casa de leis em tomar uma atitude contra o mandato de Jânio Calistro, porém se esquece que o presidente da casa pode convocar uma Sessão Extraordinária para dar inicio ao processo de cassação do vereador, além disso, as provas contra o vereador ligado ao tráfico são tão contundentes, que a sua prisão provisória foi revertida em preventiva. Segundo fontes, a própria defesa do vereador já admitiu que a situação de Jânio Calistro é difícil de ser revertida.
Diante dos fatos e das evidências, a Câmara de Vereadores de Várzea Grande, através da figura do seu presidente, Fábio Tardin (DEM), pode sim, tomar uma atitude o mais rápido possível, e os demais vereadores têm por obrigação atender os anseios da população várzea-grandense, claro, sempre respeitando o direito ao contraditório.
E vamos além, a Câmara de Vereadores também deve tomar uma atitude quanto as denúncias de furto de energia que colocam Garcia no centro da polêmica, nenhum ato ilícito por menor que ele seja deve ser deixado de lado, somente desta forma vamos conseguir moralizar a política.
Imagine se uma pessoa comum fosse flagrada com um “gato de energia” instalado em sua residência, sem dúvidas, a está altura, ela estaria no mínimo respondendo a um inquérito. Porque com vereadores o tratamento é outro?
O Jornal O Mato Grosso acredita que o bom jornalismo é feito de maneira ética e imparcial e se coloca a disposição para que qualquer um dos vereadores citados utilizem nossos veículos de comunicação (site e jornal) para se defenderem, ou seja, garantimos o direito de resposta a todos.
Deixamos claro também que não serão ameaças de processos ou ligações truculentas que irão calar este veículo que, a cada dia que passa se torna a voz da população, principalmente de Várzea Grande, que já está cansada de ter que lidar com denúncias como estas que envergonham a política local.
NOTA DE ESCLARECIMENTO DA CÂMARA DE VEREADORES DE VÁRZEA GRANDE:
A Câmara Municipal de Várzea Grande vem a público prestar esclarecimentos sobre a reportagem do jornal ‘O Mato Grosso’ intitulada como ‘Câmara da Vergonha’ para informar que nenhum outro vereador está sendo investigado por envolvimento com o tráfico de drogas.
Nunca houve determinação da direção para que a assessoria jurídica da Câmara acompanhasse o vereador em sua defesa mas somente para emitir um posicionamento seguro sobre o ponto de vista regimental da Casa. Isso porque a defesa no inquérito e na ação é de responsabilidade exclusiva do vereador e não da instituição, todavia, caso haja correlação com o exercício parlamentar isso pode e deve ser apurado internamente.
Qualquer medida será divulgada por meio da assessoria de imprensa em respeito à transparência da Administração Pública. A Comissão de Ética Parlamentar deverá analisar o caso de acordo com o Regimento no retorno do recesso parlamentar. No tocante as afirmações do Jornal “O Mato Grosso” dando conta de que todos os demais vereadores fazem parte dessa “quadrilha” de venda de drogas a Câmara de Vereadores repudia a matéria por não ser verdadeira e irá adotar as medidas jurídicas contra o jornal e seus responsáveis cabendo a cada vereador a mesma medida do ponto de vista de reparação de danos morais e responsabilização criminal do jornalista caso não haja retratação imediata.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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