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Cuiabá vence Sinop nos pênaltis e é campeão mato-grossense

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Da Redação

 

O Cuiabá é o campeão mato-grossense 2017. O título acaba de ser conquistado, no estádio sinopense. Nos pênaltis venceu o Galo do Norte por 5 a 4. O Sinop venceu Cuiabá por (1/0), no tempo normal, resultado que levou a decisão para as penalidades. É o segundo título consecutivo que o Sinop perde, em casa. Ano passado foi para o Luverdense.

Na cobrança das penalidades, Cabralzinho foi o primeiro e marcou para o Sinop. Bruno Veiga empatou. Andrezinho fez o segundo do Galo. Gabriel voltou a empatar: (2/2). Maycon acertou marcando terceiro gol para o Sinop. Juba bateu e fez o terceiro para o Cuiabá. Alex fez a quarta cobrança e perdeu. O goleiro Henal pegou e deixou o time da capital em vantagem. Douglas Mendes cobrou o quarto pênalti para o Cuiabá: 4 a 3. Preá fez a quinta cobrança e marcou o quarto gol sinopense. A esperança era Jamilton defender. Mas o goleiro estreante, que foi muito bem no tempo normal com lindas defesas, não conseguiu segurar  Betinho marcou e fez o gol do título.

O Sinop entrou em campo precisando vencer e o gol só saiu aos 19 do segundo tempo. Andrezinho mandou no cantinho depois que o goleiro Henal não segurou a bola lançada na grande área. Andrezinho aproveitou e marcou.

O goleiro Jamilton foi muito bem no primeiro tempo. Estreante (Naldo levou vermelho) e motivado também por uma mensagem enviada por Rogério Ceni, que começou no Galo do Norte, também estreando na final, ele fez belas defesas. A primeira delas foi aos 10 minutos. Dakson entrou na grande área e a zaga do Sinop tirou. Aos 11, linda defesa do goleiro Jamilton, do Sinop. Dakson cobrou falta para o Cuiabá, Everton cabeceou forte e a bola iria entrar no ângulo. Aos 16 Robinho, do Cuiabá, sentiu pancada na perda esquerda e saiu. Bruno Veiga entrou. O time da capital chegou com perigo novamente aos 19 minutos. Everton mandou para a grande área e o goleiro Jamilton, do Sinop, defendeu. Aos 21, foi a vez do Sinop ameaçar. Preá recebeu na grande área, se enroscou com zagueiro e caiu. O juiz manda seguir o jogo. Aos 23 o  Cuiabá mandou mais uma bola pra grande área do Sinop e o goleiro Jamilton defendeu.  Em seguida, um grande susto para a torcida do Galo. Na cobrança de escanteio, Jamilton saiu, a bola entrou mas o árbitro já sinalizou falta de ataque e anulou gol do Cuiabá.  Aos 27 houve parada técnica de 5 minutos. O técnico Birigui manda os volantes avançarem mais.  Aos 33, o  Cuiabá chegou com perigo e o goleiro Jamilton defende mais uma. Na sequência do lance, o Sinop atacou, Maycon chutou e a bola passou muito longe.

Aos 37 quase saiu o gol do Sinop. Alex cobrou faltan, mandou para a grande área, passou por Tayron e Andrezinho não aproveitou. Aos 42, Dourado é derrubado pela direita. Falta para o Sinop. Maycon cobrou, o goleiro do Cuiabá, Henal, cortou mas o árbitro marcou falta de ataque do Galo. Aos 46  Maranhão lançou para Andrezinho que não conseguiu dominar e o Sinop perde grande chance de marcar. Ele estava praticamente cara a cara com goleiro.

No segundo tempo, logo com 2 minutos, quase o Cuiabá marcou. Tiarinha mandou para trás e Bruno Veiga chutou na trave. Aos 5, bola na grande área, Jamilton, do Sinop, defendeu e acerta joelhada em Tiarinha.  Aos 10, Jamilton fez linda defesa. Na cobrança de falta por Dakson ele deu eu tapa e mandou para escanteio. Aos 18 minutos, Birigui faz duas mudanças no Sinop. O meia Jean Chera e o lateral Portela entram e logo em seguida saiu o gol.  A bola foi lançada na área, o goleiro Henal saiu, não seguro e Andrezinho chutou e marcou o gol do Galo, resultado que levava a decisão para as penalidades. Aos 33, o Sinop chegou com perigo. Andrezinho recebeu na esquerda, chutou e a zaga mandou para escanteio. Na sequência, Tayron subiu e fez falta. O técnico Roberto mudou o Dourado aos 34. Betinho entrou e Tiarinha saiu.  O Sinop continuou pressionando em busca do segundo gol que lhe daria o título e aproveitou que o Cuiabá passou a se arriscar mais em busca do gol para conseguir o empate e ficar com título. O Galo ainda criou duas chances mas não conseguiu marcar e a decisão foi para as penalidades.

Nos pênaltis, o Sinop acabou perdendo o título e agora vai para o Campeonato Brasileiro da Série D, com estreia marcada para o dia 21, e, ano que vem, disputará novamente a Copa do Brasil.

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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