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Contribuintes poderão negociar dívidas com o Estado e a Prefeitura de Várzea Grande

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IPTU, ISS, ITBI, ALVARÁ, ICMS E IPVA EM ATRASO PODERÃO SER QUITADOS COM DESCONTOS OU RENEGOCIADOS E PARCELADOS COM O AVAL DA JUSTIÇA DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA

Da Redação

 

 

O Conselho Nacional de Justiça – CNJ, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso – TJMT e a Prefeitura de Várzea Grande formalizarão hoje a partir das 15 horas na sede da administração municipal, a realização do Mutirão ou Negociação Fiscal para que os devedores da segunda maior cidade de Mato Grosso possam honrar com suas dividas com descontos que podem chegar até 100%.

Nesta quarta-feira, os juízes da Corregedoria Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Adair Julieta da Silva e Aristeu Batista Dias Vilella se reúnem com a prefeita Lucimar Sacre de Campos e a equipe econômica de Várzea Grande para os últimos preparativos para a realização da Negociação ou Mutirão Fiscal que tem data inicialmente prevista para ser realizado entre 16 de outubro e 1o de novembro.

Os devedores do fisco Estadual de ICMS ou IPVA também poderão negociar o pagamento de suas dividas, enquanto que em sede de município, os principais impostos são o IPTU – Imposto Predial e Territorial Urbano; ISSQN – Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza; Alvarás de Funcionamento e Ambiental; ITBI – Imposto sobre transmissão de Bens Imóveis entre outros.

Em princípio serão dois pontos de atendimento, o Centro de Atendimento do Contribuinte – CAC na Secretaria de Gestão Fazendária no Paço Couto Magalhães, sede da Prefeitura de Várzea Grande para aquelas dívidas administrativas, ou seja, aquelas ainda não inscritas em dívida ativa e nem ajuizadas.

O outro ponto de atendimento dos consumidores será na Procuradoria Geral do Município, na Av. Arthur Bernardes, que fica a duas quadras da Prefeitura de Várzea Grande onde serão feitos os atendimentos para as dividas já ajuizadas, ou seja, que estão tramitando na Justiça, mais precisamente nas Varas da Fazenda Pública.

“Nós tentamos realizar um Mutirão Fiscal em 2016, já que só assumimos a administração em Várzea Grande em maio de 2015, mas por 2016 ser um ano eleitoral, o entendimento do Tribunal de Justiça e do próprio Conselho Nacional de Justiça era de que isto poderia ferir a lei eleitoral, então desistimos. Agora estamos retomando e abrindo a perspectiva para que o Poder Público Municipal e o contribuinte, o cidadão, possam construir um entendimento entre o que é devido ao Poder Público, possa ser pago sem encargos, ou seja, juros, multas, correções monetárias entre outros”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Estudos do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, apontam que em média uma ação judicial de execução de dívida leva entre 8 a 16 anos e acaba elevando em demasia o custo tanto para o Poder Público como para os contribuintes, por isso, os mutirões fiscais para a conciliação, ou seja, um acordo que permita ambas as partes se entenderem.

Em 2015 a juíza Adair Julieta da Silva comandou o Mutirão Fiscal do Governo do Estado que atingiu a expressiva soma de R$ 207.386 milhões negociados num total de 22.393 acordos formalizados.

Os contribuintes deverão comparecer de segunda a sexta-feira das 8 às 18 hs e nos sábados das 8 hs às 12 hs, sendo que se houver necessidade diante de uma alta demanda de procura, tanto o Poder Judiciário quanto o Poder Executivo poderão ampliar o número de servidores disponíveis para atender a demanda.

Caixas Eletrônicos serão disponibilizados, bem como outras estruturas para atender ao contribuinte que vier a Prefeitura de Várzea Grande para negociar seus débitos e sair com seu nome sem nenhum tipo de negativação em Cartórios ou órgãos de protestos.

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Mato Grosso

Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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