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Com a nova ETA em fase de projeto, Várzea Grande terá água abundante, afirma Kalil

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“Nova Estação de Tratamento de Água anunciada ontem (17) pelo governador Mauro Mendes ontem vai resolver 100% o problema de falta d’água no município várzea-grandense”, afirma prefeito Kalil Baracat ao elogiar a atenção que o governo estadual tem direcionado também à Cidade Industrial

Da Redação

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, afirmou hoje (18) que a construção da nova Estação de Tratamento de Água (ETA) em Várzea Grande representa o fim de demanda tradicional no município. “Por anos, o várzea-grandense penou com “sede”, precariedade que se tornou luta tenaz de muitos gestores, inclusive com alguns avanços, é preciso reconhecer. Porém, a finalização desse problema reside mesmo na construção da ETA no Chapéu do Sol. Isso significa muito para quem tem convivido com esse dilema por anos a fio. Finalmente, vamos poder captar e distribuir água tratada regularmente à população. A queixosa “sede” dos munícipes está com os dias contados”.

Kalil agradeceu a parceria do Governo do Estado neste projeto, que vai aportar recursos da ordem de R$ 25 milhões. “O governador Mauro Mendes é parceiro pontual em Várzea Grande, município que tem recebido investimentos importantes para consolidar muitas obras que beneficiam diretamente seus habitantes. O elenco de investimentos da ala estadual em VG encampa obras na Educação, Saúde, segurança e infraestrutura, em geral. O saneamento básico está integrado também aí”.

Para o governador Mauro Mendes, os investimentos que ora acontecem em Várzea Grande e em todo o Estado resultam do equilíbrio conquistado em relação às contas do Estado, que encontrou fragmentadas, definiu. Foi necessário recompor as finanças, para que MT pudesse ser reequilibrado economicamente e partisse para novos empreendimentos.

“A falta d’água em Várzea Grande é um problema realmente antigo, que exige solução definitiva, não paliativos. A nova ETA terá capacidade de 250 mil litros/segundo. Definitivamente, a atual escassez d’água vivenciada no município, que sofre ainda com distribuição, será mera lembrança em futuro breve. A nova ETA vai resolver isso”.

SINFRA

O projeto da nova ETA ainda se encontra sob análise da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SINFRA). Serão construídos sistema de captação, adutora de água bruta e uma estação completa com três adutoras de água tratada, além de três adutoras com capacidade de reserva de 7 mil m³, ou seja, 4,5 milhões de litros.

Nessa estação, foi informado pelos engenheiros do DAE, deverá ser realizada a purificação da água captada, para torná-la própria para o consumo e utilizá-la para abastecer a população várzea-grandense.

Mauro Mendes adiantou também que o próximo passo rumo à nova ETA é a aprovação do projeto pela SINFRA, quando será efetuado o processo licitatório. “Várzea Grande está num bom caminho. Importante destacar o bom trabalho que o prefeito Kalil vem realizando no município. Paulatinamente, muitas melhorias ainda vão acontecer na sua gestão”, disse.

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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