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Clichês na Rua vai ilustrar Ponte Sérgio Motta com mensagens de positividade

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Neste sábado, 22 de maio, o Instituto Clichês na Rua utilizará a técnica de stencil grafitti para espalhar mensagens de amor

Da Redação

A ponte Sérgio Motta será cenário para o projeto social “Clichês na Rua”.  Neste sábado, 22 de maio, os integrantes do Instituto Clichês na Rua utilizarão a técnica de stencil grafitti para ilustrar o local de mensagens contra depressão e o suicídio. Segundo Talissa Briante, idealizadora do projeto, “infelizmente a Ponte Sérgio Motta tem sido palco de pessoas que tentaram ou cometeram suicídio. Por isso, vamos deixar gravadas no local, mensagens de amor e de positividade”. 

O prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat, conheceu o projeto na tarde desta quarta-feira, 19, em reunião que ocorreu no gabinete do gestor, solicitada pelo primeiro-secretário da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Rogério França Martins.  

Além da apresentação, foi solicitada ao poder público, autorização para execução da ação. “Em tempos de pandemia, com certeza o trabalho desenvolvido por esse grupo de pessoas é muito valioso, que consiste em espalhar palavras de encorajamento e positividade neste momento de isolamento social. Parabéns pela iniciativa”, disse Kalil Baracat, que autorizou a arte em grafite na ponte e solicitou ainda que o Instituto apresente um projeto de ações a serem trabalhadas durante o mês de setembro no município. 

“Teremos o Setembro Amarelo, quando desenvolvemos campanhas de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Gostaríamos muito de contar com a participação do projeto social ‘Clichês na Rua’, seja com palestras e com ações de arte nas ruas da cidade”, sugeriu o prefeito. 

Talissa Briante se comprometeu em formalizar a proposta à Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esportes e Lazer. “Nossa ideia é impactar as pessoas com palavras e frases que as motivem nesse momento em que elas precisam se distanciar para evitar o contágio da doença”, disse.  

Para o vereador Rogério França Martins, o trabalho desenvolvido pelo Instituto Clichês na Rua é fundamental. “É importante que tenhamos parceiros como eles para buscar formas alternativas de demonstrar amor ao próximo. Nossa sociedade precisa mais do que nunca de fé e esperança. Sabia que poderíamos contar com o apoio do prefeito Kalil Baracat para a execução de mais esse projeto que é fantástico”. 

Além da arte de grafitagem em stencil nas ruas ou placas, o Instituto confecciona máscaras faciais, camisetas e outros objetos que levam as mensagens de encorajamento e amor pela vida. Os produtos podem ser adquiridos pelo site ou pelas redes sociais do “Clichês na Rua”.

 

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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