Mato Grosso

Caminhoneiro que transmitia vírus do HIV de forma proposital pode ter feito mais vítimas no interior

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Mato Grosso

Da Redação

O caminhoneiro, Haroldo Duarte, 32 anos, acusado de transmitir o vírus do HIV de forma proposital é suspeito de ter feito mais vítimas no interior do estado, já são seis vítimas confirmadas em Cuiabá.

De acordo com uma das vítimas, o caminhoneiro se negava a usar camisinha e afirma que o preservativo o machucava, a vítima procurou a Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Mulher na manhã da última sexta-feira (28), em depoimento ela contou que mantinha uma relação casual com o acusado a pelo menos seis anos.

Ainda de acordo com a vítima, ela chegou a questionar Haroldo sobre manchas que teriam aparecido em sua pele, após o questionamento, o suspeito ficou extremamente agressivo e foi embora, disse também que apenas descobriu a doença após fazer exames pré-natal.

A primeira vítima do caminhoneiro fez a denúncia em maio, a partir daí a Polícia Judiciária Civil (PJC) começou a investigar o caso, até o momento já foram confirmadas seis vítimas.

O homem está preso a algumas semanas, o mesmo foi indiciado por quatro tentativas de feminicídio, já que até o momento da prisão, apenas quatro vítimas haviam sido identificadas.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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