Mato Grosso

Baixada Cuiabana é tomada pela pandemia da Cavid-19

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Mato Grosso

Da Redação

O que antes era praticamente exclusividade de Cuiabá e Várzea Grande, agora os municípios circunvizinho, que compõe o Vale do Rio Cuiabá, popularmente chamado de Baixada Cuiabana, estão em alerta máximo com os dados crescente de contaminação, levando várias pessoas para as unidades de saúde e fazendo várias vítimas fatais.

Santo Antônio de Leverger, Chapada dos Guimarães, Nossa Senhora do Livramento, Acorizal, Jangada são algumas das 13 cidade que fazem parte da Baixada Cuiabana, que está em estado de alerta devido ao alto índice de contaminação e pessoas contaminadas pelo Coronavírus.

Foto: REUTERS/Bruno Kelly

Os prefeitos e prefeitas estão apresentando seus Decretos com ações que visam conter a pandemia, como também, estão investindo no atendimento para detectar os contaminados, com a abertura dos Centros de Triagem, onde estão recebendo os primeiros atendimentos, através as orientações e medicamentos preventivos.

As notícias de contaminação de massa, até então era uma particularidade das grandes cidades, e o que era esporádico nos pequenos municípios, começou a ser constante, mudando o cotidiano com notícias e de amigos e parente contaminados, tendo casos óbitos que devastando várias famílias.

Chapada dos Guimarães decretou situação de calamidade pública devido os casos de Covid-19. Santo Antônio de Leverger e Barão de Melgaço decretaram estado de calamidade pública por decorrência da pandemia do Coronovírus.

Os fatos constantes dos óbitos dos moradores, estão devastando as cidades da Baixada Cuiabana, com anônimos e personalidades sendo sepultadas, sem nem ao menos a família poder se despedir, infelizmente são notícias que viraram rotina.

Para evitar o aumento e continuidade do número de vítimas, os gestores e gestoras tomaram atitudes, seguindo o Decreto do Governo do Estado, mas também pedem a colaboração da população, para evitar as aglomerações, fazer uso constante do álcool 70%, das máscaras, lavar constantemente as mãos, manter o distanciamento social, e se possível ficar em casa.

Luiz Alves – Secom-Cuiabá

Com a chega de novas remessas de vários tipos de vacinas, a esperança de dias melhores começa contagiar as pessoas, que enquanto esperam pela oportunidade de serem vacinadas, devem tomar todo cuidado, para não ser contaminado e na pior das hipóteses virar mais um números na estatística dos morto.

Foto: Tchélo Figueiredo

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) notificou, até a tarde desta quinta-feira (18.03), 282.595 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, sendo registrados 6.641 óbitos em decorrência do Coronavírus no Estado.

Foram notificadas 3.417 novas confirmações de casos de Coronavírus no Estado. Dos 282.595 casos confirmados da Covid-19 em Mato Grosso, 14.874 estão em isolamento domiciliar e 258.997 estão recuperados.

Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 488 internações em UTIs públicas e 544 enfermarias públicas. Isto é, a taxa de ocupação está em 97,10% para UTIs adulto e em 66% para enfermarias adulto.

Dentre os dez municípios com maior número de casos de Covid-19 estão: Cuiabá (60.860), Rondonópolis (21.974), Várzea Grande (17.849), Sinop (14.111), Sorriso (11.052), Tangará da Serra (10.517), Lucas do Rio Verde (9.882), Primavera do Leste (8.379), Cáceres (6.243) e Nova Mutum (5.501).  

A lista detalhada com todas as cidades que já registraram casos da Covid-19 em Mato Grosso pode ser acessada por meio do Painel Interativo da Covid-19, disponível neste link.

O documento ainda aponta que um total de 245.436 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.813 amostras em análise laboratorial.

Cenário nacional

Na última quarta-feira (17), o Governo Federal confirmou o total de 11.693.838 casos da Covid-19 no Brasil e 284.775 óbitos oriundos da doença. No levantamento do dia anterior, o país contabilizava 11.603.535 casos da Covid-19 no Brasil e 282.127 óbitos confirmados de pessoas infectadas pelo Coronavírus.

Até o fechamento deste material, o Ministério da Saúde não divulgou os dados atualizados desta quinta-feira (18).

Recomendações

Já há uma vacina para prevenir a infecção pelo novo Coronavírus, mas ainda é importante adotar algumas medidas de distanciamento e biossegurança.

Os sites da SES e do Ministério da Saúde dispõem de informações oficiais acerca da Covid-19. A orientação é de que não sejam divulgadas informações inverídicas, pois as notícias falsas causam pânico e atrapalham a condução dos trabalhos pelos serviços de saúde.

O Ministério da Saúde orienta os cuidados básicos para reduzir o risco geral de contrair ou transmitir infecções respiratórias agudas, incluindo o novo vírus. Entre as medidas estão:

Lavar as mãos frequentemente com água e sabão por pelo menos 20 segundos.

Se não houver água e sabão, usar um desinfetante para as mãos à base de álcool;

Evitar tocar nos olhos, nariz e boca com as mãos não lavadas;

Evitar contato próximo com pessoas doentes;

Cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar com um lenço de papel e jogar no lixo;

Limpar e desinfetar objetos e superfícies tocados com frequência.

Foto: IBGE

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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