Economia
Audiência pública debate fim da isenção de impostos para igrejas
Economia
Evento terá a presença dos senadores José Medeiros e Magno Malta
Da redação
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Senado Federal promovem nesta sexta-feira (30/06), às 9 horas, audiência pública para debater a continuidade da imunidade tributária das instituições religiosas. O evento, de iniciativa dos deputados estaduais Eduardo Botelho (PSB) – presidente da ALMT – e Sebastião Rezende (PSC), contará com as presenças dos senadores José Medeiros (PSD/MT) e Magno Malta (PR/ES) e ocorrerá no auditório deputado Milton Figueiredo, na ALMT.
O debate é decorrente da tramitação Sugestão Legislativa nº 02/2015, de iniciativa popular, que tramita no Senado Federal e “sugere o fim da imunidade tributária para as entidades religiosas (igrejas)”, sob o argumento de laicidade do Estado brasileiro e de equidade das instituições. A matéria foi protocolada em julho de 2015 e, desde outubro de 2016, aguarda relatoria da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposta está disponível neste link.
“Este é um assunto de grande interesse da sociedade e nós vamos abrir espaço para os diversos pensamentos. A Assembleia é a casa do cidadão e nós esperamos todos aqui na audiência”, convida o presidente do Poder Legislativo estadual, Eduardo Botelho.
SERVIÇO:
Audiência pública para debater a continuidade da imunidade tributária das instituições religiosas, dia 30/06/2017, às 9 horas, no auditório deputado Milton Figueiredo (ALMT), organizada pelos deputados estaduais Eduardo Botelho e Sebastião Rezende, com a presença dos senadores José Medeiros e Magno Malta.
Economia
Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global
O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.
A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Ibovespa
A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.
O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.
Petróleo
Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.
A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.
Contexto global
O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.
No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.
*com informações da Reuters
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