Esporte
Atletas de Várzea Grande participam dos Jogos Escolares da Juventude em Cáceres
Esporte
Da Redação
Equipes de Várzea Grande seguiram na manhã de hoje, (7), para a cidade de Cáceres para representarem o município na maior competição estudantil de Mato Grosso, os Jogos Escolares da Juventude. A competição é promovida pela Secretaria de Estado de Educação, Esporte e Lazer (Seduc/MT), por meio da Secretaria Adjunta de Esporte e Lazer (Sael/MT).
Neste ano, a programação envolve duas etapas – regional e estadual – e antecede as fases nacionais organizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB). A etapa regional – que abrange todos os municípios das 10 regiões esportivas do Estado – começou em maio e vai até o final de junho, contemplando as modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.
Nas duas etapas participarão estudantes com idades entre 12 e 17 anos, que são divididos em duas categorias. Adolescentes de 12 a 14 anos fazem parte das equipes da Categoria B. Já categoria A agrupa os jovens com idade entre 15 e 17 anos.
De acordo com o superintendente de Esporte, Jadir Pereira, a Prefeitura Municipal viabilizou o transporte e suporte técnico profissional para as equipes que estão representando o município em Cáceres nas competições da fase regional dos jogos realizados do dia 7 ao dia 12 de junho.
“No total, são disputadas dez etapas regionais, além de três estaduais, que concentram os melhores de cada região esportiva. Os classificados ao final das etapas estaduais terão a oportunidade de representar Mato Grosso na fase nacional do evento, que além das competições, tem caráter pedagógico e ajuda a formar mais que bons atletas, forma bons cidadãos”, destacou Pereira.
A delegação de Várzea Grande, formada por cerca de 150 estudantes irão disputar nas modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. Os alunos que estão participando da edição 2019 dos Jogos Escolares da Juventude são dos colégios: E.E. Fernando Leite; E.E. Irene Gomes; E.E. Jayme Veríssimo de Campos; E.E. Vasti Pereira; Colégio Adventista; Colégio IVE e Instituto Federal de Mato Grosso – IFMT.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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