Mato Grosso
Aquisições e parcerias fortalecem ações da Polícia Civil, mais de R$ 13 milhões investidos
Mato Grosso
Da Redação
Os processos de aquisições na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, entre os anos de 2015 a 2017, somaram mais de R$ 13 milhões em investimentos nas delegacias de polícia de todo o Estado. Parcerias público-privada e emendas parlamentares, também ajudaram a reaparelhar unidades policiais com a distribuição de mobílias, equipamentos de informática e armamentos de ponta, imprescindíveis a atividade policial.
Para o delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, a Diretoria buscou atuar de forma uniforme, para que as unidades em todos os municípios tivessem o suporte necessário ao desempenho da atividade investigativa e atendimento ao público. “Com muito trabalho, nossa Diretoria atuou de forma bastante uniforme. Toda a equipe da Diretoria de Execução Estratégica esteve muito próxima das unidades, atendendo as demandas, ouvindo as necessidades. Essa equipe procurou se aproximar de outras instituições, de outros parceiros, fazendo com que nossas unidades tivessem infraestrutura para trabalhar”, afirmou.
No pronto-emprego policial foram adquiridos armamentos e equipamentos de ponta (914 pistolas, 95 submetralhadoras portáteis, 100 carabinas, 1.541 coletes balísticos, 1.111 algemas, munições e granadas); produtos de informática e insumos, 16 kits de câmeras para segurança analógica das delegacias (recurso de emenda parlamentar), materiais de expediente, uniformes, entre outros.
Ainda sobre o armamento, 20 carabinas foram doadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça, e 30 compradas por meio de emenda parlamentar. Além das armas, foram também doados binóculos, mochilas táticas, colchonetes, luvas, tonfas e outros materiais que beneficiam o trabalho policial.
“A descentralização da inteligência fortaleceu as regionais, que hoje estão cada vez realizando investigações complexas, demonstrando toda sua capacidade operacional em trabalhos, que, talvez, no passado, só poucas unidades conseguissem realizar. Não adianta a Polícia Civil ser forte em duas ou três regionais ou ser em 3 ou 4 cidades. A visão é para que todas as unidades, todas as regionais e todos os núcleos de Inteligência tenham condições de realizar grandes trabalhos”, afirmou o chefe da Polícia Civil, Fernando Vasco.Na Inteligência da Polícia Civil foi investido mais de R$ 1 milhão para ampliação e atualização da licença do Sistema de Guardião, de monitoramento de sinais, assim como fortalecidas a Gerência de Combate aos Crimes de Alta Tecnologia (Gecat) e o Laboratório Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), possibilitando a Inteligência auxiliar direta e indiretamente em várias investigações junto as delegacias da Polícia Civil e agências de outros estados como Goiás, São Paulo, Pará, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.
Parcerias e doações
Em 2017, outra fonte importante de aquisições foi os termos de doações firmados entre a Polícia Judiciária Civil com o Tribunal Regional do Trabalho – 23ª Região, Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Receita Federal e o Banco do Brasil. Os convênios foram importantes instrumentos para dotar as unidades de materiais do tipo: computadores, monitores de vídeos, no-break, ventiladores, switch, poltronas, cadeiras, aparelhos de telefone, bebedouros, armários, cofres, câmeras de vídeos, ar condicionados, mesas, estantes de aço, arquivos, fogão, refrigeradores, televisores, HD, entre outros itens.

Na relação de produtos doados, estão também três drones, que foram cedidos pela Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz-MT), após solicitação da Diretoria de Execução Estratégica.
“Essas parcerias possibilitaram que a Polícia Civil não parasse. Ainda com todas as dificuldades crescemos. Nossos servidores estão sendo valorizados pela Diretoria, que nunca mediu esforços para realmente todos tivessem condições de trabalhar”, afirmou o delegado geral.As doações na ordem de R$ 567.453,47 referem-se a materiais e equipamentos em bom estado de conservação, que para as unidades policiais que sofrem com o desgaste natural, principalmente, de móveis, um simples bebedouro em bom funcionamento ou longarinas para acomodar as pessoas, faz a diferença no atendimento ao cidadão.
Na reta final do ano, a Diretoria da Polícia Civil conseguiu a doação de dezenas de mobílias da Presidência da República, em Brasília. São dois caminhões cheios com 388 itens como mesas, cadeiras, poltronas, beliches, armários e outros, que estão avaliados em R$ 239 mil.
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Diretor de Execução Estratégica, Mario Demerval Resende
e acordo com o diretor, são equipamentos e materiais que suprem as necessidades das delegacias, principalmente, aquelas com grande fluxo de pessoas, que funcionam 24 horas. “São delegacias que deterioram de forma célere. Temos pensado no todo, também ganhamos armas do Governo Federal, armas usadas, mas em perfeito estado que foram distribuídas para unidades e reaparelharam nossa Gerência de Operações Especiais”, completou.O diretor de Execução Estratégica, Mario Demerval Aravechia de Resende, disse que a crise econômica exigiu da Polícia Civil medidas alternativas para complementação de suas necessidades. “Além das aquisições, mas também doações. Trabalhamos junto a várias entidades e instituições a doação de materiais, usados, porém, em bom estado de conservação. Começamos com a Assembleia Legislativa, em 2016, e conseguimos com outros órgãos a doação de materiais usados e também materiais novos com a Secretaria de Fazenda e a Receita Federal, que eram apreendidos”, explicou.
Para 2018, a Polícia Civil irá ampliar a política junto aos deputados da Assembleia Legislativa para apresentação de emendas parlamentares, voltadas a compra de novos equipamentos e também reformas de delegacias.
Reformas
Mais de 20 delegacias de polícias, capital e interior, tiveram suas estruturas físicas revitalizadas. As Delegacias da Mulher de Cuiabá e Várzea Grande foram transferidas para novos prédios, assim como a Delegacia Regional de Rondonópolis, Delegacia de Homicídio e Delitos Gerais de Primavera (antiga municipal) e inauguradas a Delegacia de Fronteira (Defron), em Cáceres, a Delegacia de Campo de Júlio e a Delegacia de Roubos e Furtos de Nova Mutum.
A Central de Flagrantes de Várzea, que funcionava há mais de 8 anos, no prédio da Filinto Muller, em frente ao aeroporto, foi transferida para o prédio da 2ª Delegacia de Polícia do Parque do Lago, propiciando ambiente adequado aos policiais e atendimento humanizado as vítimas e testemunhas de ocorrências policiais. Para 2018, está prevista reformas para outras 10 unidades.
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Em 2018, conforme o delegado geral, a prioridade será a reforma da Delegacia do Planalto que abriga duas unidades da Polícia Civil, a 2ª Delegacia de Polícia e o Plantão de Cuiabá. No dia 21 de dezembro, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) homologou o processo licitatório de contração da empresa que irá executar a obra no valor de R$ 310 mil. “São ações que Polícia Civil, num momento de dificuldade, fez a instituição se fortalecer. Acreditamos que iremos crescer ainda mais em 2018. Já estamos trabalhando para que novas instalações e que outra unidades sejam melhoradas, sempre pensando no nosso servidor público e no cidadão que precisa ser atendido dignamente”, asseverou Fernando Vasco.
“É questão prioritária essa reforma, para que nossos policiais tenham melhor condição de trabalho e a população o atendimento que espera e merece. Essa será a prioridade da Diretoria nos próximos meses”, afirmou.
Avaliação
“Polícia Civil desenvolveu dezenas de operações que resultaram na desarticulação de quadrilhas especializadas, como é o caso da operação Ares Vermelho, realizada pela Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, que após essa operação os números reduziram de forma significativa. Operações pelas Derf’s de Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, operações da Decon, Fazendária, GCCO, DRE, Polinter, DHPP e muitas outras desencadeadas na capital e no interior, Regional de Rondonópolis, Primavera do Leste, Tangará da Serra, onde o tráfico de drogas foi combatido de forma constante. Por tudo isso, vejo como extremamente positivo, termos conseguido êxito em investigações, que tiveram destaque nacional”, avaliou. “Operacionalmente foi ano da Polícia Judiciária Civil”, finalizou Vasco. Prestes a completar um ano de gestão administrativa, o delegado geral da Polícia Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, avalia 2017 como um ano de superação diante das dificuldades financeira e extremamente positivo no campo investigativo, devido às grandes operações policiais realizadas.
O delegado geral ressaltou ainda a integração com a Polícia Militar, em todo o Estado de Mato Grosso, como um dos fatores principais para redução dos índices de criminalidade no Estado.
Aproximação
Acompanhamento dos trabalhos e operações das delegacias e maior aproximação com os servidores é uma das filosofias da direção da Polícia Civil, para buscar soluções voltadas aos profissionais para o desempenho das funções e auxílio em situações complexas.
“Procuramos manter um diálogo franco para que as unidades tenham possibilidade de fazer operações com maior frequência. Nosso policial civil necessita e merece toda a atenção e toda a capacitação necessária para o desempenho de suas funções, em ambiente saudável e digno”, afirmou. “Agradeço o empenho e comprometimento de todos os servidores, que de forma incánsavel contribuíram para o crescimento e fortalecimento da nossa Polícia Civil”, destacou finalizado Fernando Vasco.
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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