Mato Grosso
Após solicitar serviços de aplicativo de caronas, jovem é estuprada, roubada e abandonada em estrada deserta
Mato Grosso
Da Redação
Uma jovem de 25 anos, teria sido rouba, estuprada e abandonada na madrugada desta terça-feira (03) após solicitar os serviços de um aplicativo de caronas.
De acordo com o relato da vítima, ela estava na região central de Cuiabá quando solicitou os serviços, após fazer a solicitação a jovem ficou aguardando o motorista na Avenida Tenente Coronel Duarte (Prainha), o destino da jovem seria o bairro Jardim Umuarama, também em Cuiabá.
Dentro de poucos minutos o motorista chegou e se apresentou a jovem, porém minutos depois ela percebeu que o motorista havia pegado um caminho diferente daquele no qual ela estava acostumada a pegar. Quando a jovem se deu conta, o motorista estava indo sentido a região conhecida como Passagem da Conceição quando adentrou em uma estrada de terra completamente deserta, a partir deste momento o motorista passou a ameaça-la, afirmando que estaria com uma arma de fogo.
Foram vários minutos de terror, o motorista, de acordo com a vítima, chegou a passar a mão nas partes intimas da jovem, em dado momento, pegou a bolsa da vítima, ordenou que ela se retirasse do carro e fugiu em alta velocidade.
A jovem apenas conseguiu acionar a polícia apenas depois de andar alguns quilômetros e encontrar um segurança de uma empresa da região, ela então contou o que tinha acontecido e o segurança acionou a polícia.
Dentro da bolsa, estavam vários pertences da vítima, como o celular, documentos pessoais, cartões de banco, etc. A Polícia Militar esteve no local e registrou Boletim de Ocorrência (BO), até o momento ninguém foi preso. A Polícia Judiciária Civil (PJC) investiga o caso.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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