Mato Grosso
Após assalto, dupla faz compras e saques com cartão de crédito da vítima
Mato Grosso
Da Redação
A Polícia Militar foi acionada na noite deste domingo (01) para atender uma ocorrência de roubo no bairro Dom Aquino, em Cuiabá.
De acordo com as informações, dois homens identificados como Felipe Delgado da Costa, 31 anos e Davi Oliveira, 23 anos, abordaram uma mulher e após ameaça roubaram vários pertences, sendo uma bolsa, com todos os documentos, dinheiro e cartões bancários.
Após efetuarem o roubo, os suspeitos passaram a utilizar um dos cartões da vítima em inúmeros estabelecimentos comerciais, após a vítima receber um aviso em seu celular de que se cartão havia sido utilizado em uma compra numa pizzaria na Avenida São Sebastião. Os policiais se dirigiram ao local e ao questionarem os funcionários do estabelecimento os mesmos informaram que a dupla havia saído a pouco do local.
Poucos minutos depois mais uma mensagem chegou dando conta que os mesmos haviam utilizado o cartão em um posto de combustíveis na Avenida Marechal Deodoro, no bairro Santa Helena, os policiais foram até o local e mais uma vez não obtiveram sucesso.
Posteriormente mais uma mensagem chegou, desta vez, os suspeitos estavam tentando realizar saques em um caixa eletrônico da Rodoviária de Cuiabá, os policiais novamente se deslocaram na expectativa de capturar os suspeitos, ao chegarem no local os policiais se depararam com dois elementos com as mesmas características passadas pela vítima, a abordagem foi realizada e durante a revista pessoal foram encontrados os cartões e também os documentos pessoais da vítima, ambos foram conduzidos até a Central de Flagrantes de Cuiabá.
Já na Central de Flagrantes, o suspeito identificado como Davi confessou que participou do roubo, já o suspeito Felipe, negou que tenha participação no roubo, porém confessou que participou da tentativa de saque e também das compras com o cartão.
Feita a checagem dos suspeitos, foi constatado que era a primeira passagem de Davi, já Felipe possui inúmeras passagens por roubo, furto, ameaça, desacato, receptação e tráfico de drogas.
Ambos foram encaminhados para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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