Mato Grosso
Ação do MP faz vice presidente da Unimed Cuiabá, renunciar cargo
Mato Grosso
Da Redação
O vice-presidente da Unimed Cuiabá, Arlan Azevedo Ferreira, renunciou de seu cargo na cooperativa, por causa do sentimento de incerteza provocado pelo procedimento instaurado no Ministério Público Estadual, que investiga uma denúncia de acúmulo de funções por parte dos administradores da Unimed. Nesta terça-feira (10) a cooperativa já havia se manifestado dizendo que o cargo de diretor de intercâmbio e relacionamento da Unimed Cuiabá, até então de Eloar Vicenzi, seria aberto para novas eleições.
A denúncia, protocolizada no Ministério Público no último mês de julho, foi feita contra o presidente Rubens Carlos de Oliveira Júnior, o vice-presidente Arlan Azevedo Ferreira, o diretor financeiro Hudson Marcelo da Costa e o diretor de intercâmbio e relacionamento da Unimed Cuiabá, Eloar Vicenzi. Os gestores possuiriam vínculos empregatícios com o Estado, o que infringe a Lei Complementar Estadual nº 4, de 1990, que estabelece a proibição aos servidores estaduais de “participar de gerência ou administração de empresa privada, de sociedade civil, ou exercer comércio e, nessa qualidade, transacionar com o Estado”.
Arlan já é o quarto a ser afastado de um dos cargos. O presidente Rubens de Oliveira já pediu exoneração de seu cargo no Estado e permanece na presidência da Unimed. O então diretor financeiro, Hudson da Costa, pediu renuncia de seu cargo no dia 1º de setembro. Nesta terça-feira (10), após determinação de afastamento emitida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed Cuiabá anunciou que o cargo de Eloar Vicenzi passará por uma eleição no dia 4 de dezembro, juntamente com o cargo de Hudson.
O médico, no entanto, afirma que nunca houve acúmulo de funções, pois estava afastado, sem ônus, de seu cargo no Estado.
“Eu não me expus para não correr riscos. No dia 1º de março eu pedi licença. Estava afastado sem receber ônus. Em nenhum momento teve acúmulo de funções”, disse.
Arlan afirmou que decidiu pedir a renúncia de seu cargo na Unimed Cuiabá por conta da incerteza com o processo no Ministério Público, e que a decisão não teve relação com a determinação da ANS.
“Foi uma renúncia voluntária. Por causa da própria incerteza da tramitação do processo. Baseado nisso eu tomei a decisão. Isto também para facilitar para a própria Unimed, para que não haja nenhum problema do ponto administrativo. Para a cooperativa isto vai dar agilidade a um processo que estava travado e minha situação no Estado não vai ficar prejudicada”, disse o médico.
Fonte: Vinicius Mendes/ Olhar Direto
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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