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A partir deste dia 7, governo realiza obras de recuperação da trincheira Jurumirim

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Será realizada a interdição total da trincheira para execução das obras e a previsão é de término em sete meses

Da Redação

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), inicia a partir da próxima segunda-feira (07.06) as obras de restauração do pavimento e recuperação da estrutura de concreto da Trincheira Jurumirim, em Cuiabá. O início dos serviços já foram anunciados pela Prefeitura de Cuiabá, que atuará no auxílio ao bloqueio do trânsito da região. 

Será realizada a interdição total da trincheira para execução das obras e a previsão é de término em sete meses. Serão executadas obras e serviços para corrigir as patologias no pavimento ao longo do 1,32 quilômetro de extensão da trincheira (parte inferior), entre os bairros Jardim Leblon e Bosque da Saúde, na Avenida Miguel Sutil. Também será feita a correção das infiltrações e de problemas com as juntas de dilatação nas pistas marginais (parte superior).

Com a realização desses serviços, a trincheira precisará ser totalmente interditada para o trânsito de veículos nos dois sentidos: Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Rubens de Mendonça e Avenida Miguel Sutil em direção à Avenida Fernando Corrêa da Costa. Já o acesso pelas pistas marginais continuará liberado.

EDSON RODRIGUES/SECOPA

Essas melhorias são necessárias para que o Governo do Estado possa concluir em definitivo a obra e entregá-la à responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), informou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.

Ele explica que a construção da trincheira Jurumirim, idealizada para a Copa do Mundo de 2014, foi entregue e liberada para o tráfego naquele ano, apesar de a obra não estar totalmente concluída, com 97,8% dos serviços executados. Na época, faltavam serviços complementares de paisagismo, mas o contrato foi encerrado em razão de embaraços jurídicos e administrativos.

No entanto, foram diagnosticadas falhas no pavimento e a Sinfra teve que fazer um levantamento técnico dos problemas existentes ao longo da estrutura e agora vai atuar para corrigi-los. Estão estimados investimentos de R$ 14,2 milhões para a execução dessas obras.

Esse investimento será custeado, neste primeiro momento, pelo Estado, para finalizar o quanto antes a obra. Porém, o governo vai buscar ressarcimento junto à construtora responsável, em razão de as melhorias serem necessárias devido à má execução do projeto, segundo o secretário.

Rotas alternativas

Em razão da execução das obras e do impacto no trânsito previsto, a Sinfra contará com o apoio dos agentes da Secretaria de Mobilidade da Prefeitura de Cuiabá, que vão auxiliar no controle do tráfego de veículos pelas imediações, bem como orientar os condutores no acesso às rotas alternativas. 

O objetivo é evitar problemas de trânsito, especialmente em horários de pico, em que há grande movimento de veículos. Em todas as rotas propostas de desvio, o Governo do Estado realizou a instalação de sinalizações verticais e horizontais indicativas, bem como a recuperação do asfalto das vias, a fim de facilitar o deslocamento dos condutores.

Confira aqui as rotas em tamanho ampliado.

 

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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