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21ª Corrida Homens do Mato da PM reúne 1,2 mil atletas
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Da Redação
Mais de 1.200 atletas inscritos percorreram cinco ou dez quilômetros pelas ruas do Centro Político Administrativo, durante a 21ª Corrida Homens do Mato da Polícia Militar de Mato Grosso, na manhã deste domingo (24.11). Equipes amadoras, pelotões militares, famílias, amigos e corredores independentes registraram presença no evento, somando cerca de duas mil pessoas.
Na chegada, todos os corredores receberam medalhas e foram recepcionados pela tradicional mesa de frutas. Durante a festa, os participantes ainda foram animados pelos mascotes, o Leão Daren do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), a onça do Batalhão Ambiental e o piloto do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAer), que dançaram e tiraram muitas fotos.
A corrida fecha a programação das competições de rua realizadas pelos comandos regionais e unidades especializadas militares do Estado e abre a programação da 37ª edição das Olimpíadas Militares.
A pedagoga Marcia da Silva Oliveira, 34 anos, que ficou em primeiro lugar na categoria feminino (5 km), disse que todos os anos é um desafio correr a corrida da PM. “O percurso intercala entre leve e pesado e somado com o sol, potencializa ainda mais o esforço do corpo e da mente. A organização é um fator importante que continua surpreendendo”.
Já o corredor profissional João Luis Ferreira Prado Filho, 27 anos, primeiro lugar na categoria geral, 5 km, disse que superar o calor foi o seu principal desafio. “É uma corrida que exige superação a cada passada. O percurso é pesado, mas como tinham muitos posto de hidratação conseguimos superar o calor”.
Os aposentados Maria do Carmo, 81 anos, e Júlio Salazar, 85 anos, treinaram por meses para participar da Homens do Mato. Ambos disseram que o tempo não importa, mas sim, concluir a prova. “Treino todos os dias 5h da manhã mais de 12 km. A corrida da PM é um marco em minha vida”, disse Maria.
O presidente da Federação Matogrossense de Atletismo, Tomires Campos Lopes, destaca que a competição é uma das mais tradicionais realizadas no Estado. “Foram vários encontros que viabilizaram para essa grande festa. Precisamos orientar uma serie de critérios entre a segurança dos corredores e o perfeito estado da via. A PM como sempre atendeu a todas as recomendações e está de parabéns”.
Para o comandante-geral da PM, coronel Jonildo José de Assis, que também participou da prova, a corrida encerra um ciclo de eventos realizados durante todo ano e integra a corporação com a comunidade.
“A corrida fecha um ciclo e abre para a competição mais tradicional da corporação. Agora iniciamos uma nova fase que dura uma semana, com competições em várias modalidades entre militares. As Olimpíadas Militares são tradicionais e têm por objetivo integrar os policiais. É um evento importante que não medimos esforços em realizar”, afirmou.
37ª Olimpíadas Militares
A abertura acontece nesta segunda-feira (25.11), às 7h30, no pátio do Quartel do Comando Geral da Polícia Militar (QCG), em Cuiabá. As competições se estenderão até sexta-feira (29.11), nas modalidades masculina e feminina.
O evento integra 350 policiais atletas de nove delegações de unidades militares da Capital e do interior do Estado, com disputas de futebol, vôlei de areia, futsal, cabo de guerra, ordem unida, corrida de revezamento, tiro policial, abordagem policial, natação, entre outros.
As competições, com exceção de natação, futsal e tiro, serão realizadas no QCG.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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