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Sport perde, mas elimina Arsenal e pega a Ponte Preta na Sul-Americana

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Gol de André garante classificação às oitavas de final da competição continental

Da Redação

 

O Sport é mais um clube brasileiro que avançou para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. Nesta quinta-feira, no estádio Julio Grondona, em Sarandi, na Argentina, o time comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo perdeu do Arsenal por 2 a 1, mas graças ao saldo de gols avançou à próxima fase.

Na ida, no estádio da Ilha do Retiro, no Recife, o clube pernambucano havia feito 2 a 0 e, por isso, conseguiu passar. Nas oitavas de final irá enfrentar a Ponte Preta, com o primeiro jogo em casa e o segundo em Campinas (SP). As datas e horários ainda serão divulgadas pela Conmebol.

O jogo começou bastante morno com o Sport mais recuado, esperando a saída do Arsenal para criar a oportunidade de contra-ataque. Somente aos 36 minutos o time de Vanderlei Luxemburgo conseguiu uma jogada mais ofensiva. Diego Souza encontrou Lenis em profundidade e o atacante ficou de frente para o gol. Na hora do chute, entretanto, pegou muito mal na bola e isolou.

Quando a partida já se encaminhava para o intervalo, veio o castigo para o clube brasileiro. Wilchez subiu pela direita e chutou colocado. Mesmo assim o goleiro Magrão espalmou para dentro da área e, após bate-rebate, Brunetta conseguiu um chute forte e balançou as redes.

Se estava ruim no primeiro tempo, ficou ainda pior no segundo para o Sport. O time pernambucano começou muito mal e foi pressionado pelo Arsenal. De tanto insistir, o clube argentino conseguiu ampliar. Aos 19 minutos, Fragapane chutou e Magrão defendeu. No rebote, Durval afastou mal e Contreras mergulhou para completar de cabeça para o gol.

Só quando a situação ficou ruim que o time brasileiro resolveu jogar. Com 25 minutos, Everton Felipe cruzou para Diego Souza e o meia dominou já chutando. O goleiro Santillo fez uma defesa milagrosa. O Sport até conseguiu fazer um gol aos 35 minutos, mas que foi anulado. Thomás chutou de fora da área e Santillo deu rebote. André, em posição de impedimento, marcou, mas não pôde nem comemorar. Dois minutos depois, o artilheiro voltou a balançar as redes e desta vez valeu. Diego Souza avançou pela direita e cruzou para André só desviar para o fundo do gol e garantir a classificação.

O Arsenal ainda assustou com um chute de Brunetta na trave, aos 39 minutos, mas parou por aí. Confronto brasileiro à vista nas oitavas de final.

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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