Esporte
Seleções europeias dominam sábado na Copa do Mundo Feminina
Esporte
Da Redação
No Mundial feminino, três jogos, três vitórias de equipes europeias neste sábado(8). Alemanha, Espanha e Noruega.
No jogo de abertura, realizado ontem (7), a França venceu a China.
Alemanha x China
Na cidade de Rennes, Alemanha e China abriram as disputas do Grupo B do Mundial feminino.
Deveria ter sido uma partida mais fácil para a Alemanha. Porém, as chinesas souberam se defender durante os 90 minutos e complicaram muito as coisas para as bicampeãs mundiais de 2003 e 2007.
As alemãs imprimiram um ritmo de jogo sufocante nos primeiros minutos da partida. Atuando com mais segurança, aos 17 minutos, a Alemanha já tinha acertado o travessão da goleira Peng, numa jogada ensaiada de escanteio da atacante Gwinn.
Mas com o passar do tempo, as ações se equilibraram e, aos 43 minutos, foi a vez da China acertar a trave da goleira Schult, com um chute bem colocado de Yang.
No 2º tempo, a partida recomeçou da mesma forma. As alemãs pressionaram muito nos primeiros minutos, e a China montou uma verdadeira “muralha” para evitar que a bola entrasse no seu gol, defendendo-se com quase todas as jogadoras dentro da área nas cobranças de escanteio.
Até que aos 20 minutos, num chute de fora da área, quando a visão da goleira Peng estava encoberta por tantas defensoras à sua frente, a atacante Gwinn – meros 19 anos – conseguiu marcar o gol da vitória alemã.
O placar mínimo, a fragilidade da seleção chinesa, deixaram a Alemanha – favorita a terminar o Grupo B na liderança – sob dúvida. Faltou muito ainda para mostrar um futebol convincente.
Ficha técnica:
Sábado, 8 de junho de 2019
ALEMANHA 1 x 0 CHINA
Competição: Mundial Feminino (1ª fase – Grupo B)
Local: Rennes, França
Juíza: Marie Soleil Beaudoin (Canadá)
Público: 15.283
Alemanha: Schult, Hendrich, Hegering, Doorsoun e Simon (Oberdorf); Marozsan, Leupolz (Magull) e Daebritz; Huth (Schueller), Popp e Gwinn. T: Martina Voss Tecklenburg.
China: Peng, Lin, Han, Wu e Liu; Lou (Tan), Zhang, Yao (Shuang Wang) e Gu; Shanshan Wang e Yang (Song). T: Jia Xiuquan.
Gol: No 2º tempo: Gwinn (20).
Espanha x África do Sul
No duelo de coadjuvantes do Grupo B, melhor para a Espanha.
Em Le Havre, duas equipes sem muita tradição nos mundiais de futebol feminino completaram a rodada do Grupo B.
A Espanha ainda tinha o favoritismo, principalmente por ter várias de suas jogadoras atuando no time do Barcelona, diante de uma África do Sul que pouco prometia.
Porém, quem abriu o placar foram as sul-africanas. Aos 25 minutos, num belo chute de fora da área, Kgatlana acertou no ângulo da goleira Panos, que não levou muita fé na bola. Era apenas a segunda vez que o time conseguiu chegar perto da meta espanhola.
Depois do gol, em vez de a Espanha ameaçar e buscar o empate, o que se viu foi um time perdido em campo, sem incomodar a meta da goleira Dlamini, da África do Sul, que fez apenas uma defesa.
No 2º tempo, a Espanha foi obrigada a acordar. Porém, só conseguiu chegar ao gol de empate aos 25 minutos, graças ao auxílio da árbitra chilena que viu pênalti num lance em que Van Wyk tocou o cotovelo na bola dentro da área. A rigorosíssima penalidade foi convertida pela atacante Hermoso, deslocando a goleira: 1 a 1.
Três minutos depois, novamente a árbitra foi decisiva, anulando o que seria o segundo gol espanhol, marcado por Torrecilla, em impedimento.
O empate fez com que a África do Sul se afobasse e, novamente, um pênalti foi marcado. Mais uma vez, a favor das espanholas, a árbitra só confirmou depois de ver o lance no VAR. A lateral Vilakazi, que fez a falta dentro da área, foi expulsa e Hermoso foi para a cobrança. Com classe, ela voltou a vencer a goleira Dlamini: 2 a 1, aos 37 minutos.
Precisando empatar e com uma jogadora a menos, a África do Sul foi ao ataque, esqueceu da defesa e facilitou a vida das espanholas. Aos 43 minutos, Lúcia García entrou como quis na área e driblou a goleira. Não tinha como desperdiçar: 3 a 1.
A vitória colocou a Espanha na liderança provisória do Grupo B. Na próxima rodada, alemães e espanholas jogam na quarta-feira, enquanto as perdedoras, China e África do Sul se enfrentam na quinta-feira no Parque dos Príncipes, em Paris.
Ficha técnica:
Sábado, 8 de junho de 2019
ESPANHA 3 x 1 ÁFRICA DO SUL
Competição: Mundial Feminino (1ª fase – Grupo B)
Local: Le Havre, França
Juíza: Maria Carvajal (Chile)
Público: 12.044
Espanha: Panos, Torrejon, Paredes, León e Corredera; Losada (Lúcia García), Torrecilla e Putellas (Nahikari García); Sampedro (Bonmati), Hermoso e Caldentey. T: Jorge Vilda.
África do Sul: Dlamini, Ramalepe, Van Wyk, Matlou e Vilakazi; Motlhalo (N´Dimeni), Biyana, Jane e Mthandi (Seoposenwe); Fulutudilu (Smeda) e Kgatlana. T: Desiree Elis.
Gols: No 1º tempo: Kgatlana (25). No 2º tempo: Hermoso (pên.) (25), Hermoso (pên.) (37) e Lúcia García (43).
Noruega x Nigéria
Para completar a rodada do Grupo A, a Noruega bateu a Nigéria.
A Noruega tem um título mundial de futebol feminino, conquistado em 1995. Este ano, não está entre as favoritas, mas diante das nigerianas, elas procuraram impor seu jogo.
Aliás, tem sido uma tônica nesse Mundial: as equipes europeias vencendo e os times de outros continente, perdendo.
Para manter a regra, facilitada certamente pela melhor estrutura oferecida para as jogadoras nos países europeus, a Noruega foi logo ao ataque e, aos 16 minutos, abriu o placar. Depois de uma cobrança de escanteio ensaiada, a meia Reiten tabelou e chutou no canto da goleira Oluehi: 1 a 0.
A superioridade norueguesa continuou com o passar do 1º tempo. Aos 33, foi a vez da atacante Utland receber na área, pegar de primeira. A bola ainda bateu na parte interna do travessão e entrou: 2 a 0.
Estava fácil demais. Aos 37 minutos, num cruzamento de Herlovsen para a área, a zagueira nigeriana Ohale tentou cortar, mas foi tão desajeitada para a bola que acabou colocando contra a sua própria meta: 3 a 0.
Na etapa final, o nível técnico baixou muito. Satisfeita com a vitória, a Noruega não pressionou a saída de bola, como fez no 1º tempo e a Nigéria continuou mostrando que ir ao ataque não é o seu forte.
Na próxima rodada do Grupo A, as vencedoras da 1ª rodada, a França e a Noruega se enfrentam na quarta-feira, em Nice. Enquanto, as perdedoras, Nigéria e Coreia do Sul jogarão no mesmo dia em Grenoble.
Ficha técnica:
Sábado, 8 de junho de 2019
NORUEGA 3 x 0 NIGÉRIA
Competição: Mundial Feminino (1ª fase – Grupo A)
Local: Reims, França
Juíza: Kate Jacewicz (Austrália)
Noruega: Hjelmseth, Wold, Mjelde, Thorisdottir e Minde; Graham Hansen, Risa (Maanum), Syrstad Engen e Reiten (Haavi); Herlovsen e Utland (Thorsnes). T: Martin Sjogren.
Nigéria: Oluehi, Michael (Okeke), Ohale, Ebi e Ebere; Ayinde (Uchendu), Okobi e Chikwelu; Oshoala, Oparanozie (Kanu) e Ordega. T: Thomas Dennerby.
Gols: No 1º tempo: Reiten (16), Utland (33) e Ohale (contra) (37).
A 8ª Copa do Mundo de Futebol Feminino da FIFA será realizada na França entre os dias 7 de junho a 7 de julho. Neste ano, 24 equipes disputam o título. Desde 1991, a copa feminina ocorre de quatro em quatro anos. Os Estados Unidos são tricampeões (1991, 1999 e 2015); a Alemanha (2003, 2007), bicampeã; Noruega (1995) e Japão (2011) têm um título cada.
Fonte: Agência Brasil / http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-06/selecoes-europeias-dominam-sabado-na-copa-do-mundo-feminina
Foto: Stephane Mahe/Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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