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São Paulo e Corinthians podem ameaçar domínio financeiro de Palmeiras e Flamengo

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De acordo com César Grafietti, São Paulo e Corinthians têm potencial para encostar nas receitas arrecadadas pelos adversários; Grêmio corre por fora

 

Da Redação

O que ocorreu com Palmeiras e Flamengo há alguns anos, com presidentes focando na redução de suas dívidas e correndo atrás no mercado de novos investidores, acontece atualmente com o Grêmio. Os dirigentes do time gaúcho se esforçaram para honrar as despesas e aparecem como o clube com maior pagamento de débitos de 2018: R$ 79 milhões. 

Essa gestão credencia o Grêmio a chegar perto dos números de Palmeiras e Flamengo, que concentraram 24% das receitas dos principais clubes brasileiros em 2018. Mas os gaúchos têm “menor capacidade de gerar receitas” do que os concorrentes, de acordo com César Grafietti, consultor do Itaú BBA. Para ele, os times com maior potencial para ameaçar a dupla alviverde e rubro-negra são Corinthians e São Paulo

“O Grêmio vai ser um concorrente em mais uns dois anos. Hoje já é um clube organizado e vai se estabilizar em uma condição distante de Palmeiras e Flamengo, pois a capacidade de gerar receitas é menor do que os outros por ter a restrição regional. É do Sul. Mas é um clube que, com capacidade financeira, vai conseguir montar elencos fortes e rivalizar com os outros dois”, disse o consultor.

“Acho que quem tem potencial são Corinthians e São Paulo. Eles têm torcidas concentradas em regiões mais ricas do Brasil. São clubes ‘mais nacionais’. Os mais regionalizados enfrentam dificuldades em crescer. Por isso, precisam ser mais eficientes. A capacidade de gerar receita é menor, então precisam ser eficientes na gestão de receita para conseguir o desempenho”, acrescentou.

Em 2018, São Paulo (R$ 399 milhões), Corinthians (R$ 389 milhões) e Grêmio (R$ 381 milhões) são os três clubes que aparecem na cola de Palmeiras e Flamengo no montante de receitas. Apesar de a diferença ser grande entre os blocos, Grafietti acredita que os times vão encostar nos primeiros colocados. 

“Acho que Palmeiras e Flamengo não vão se perpetuar no topo. Outros vão se organizar, especialmente São Paulo e Corinthians. Penso que eles vão encostar. Imagino que teremos quatro ou cinco clubes iguais”, afirmou.

Veja outras respostas do consultor:

Por que Palmeiras e Flamengo estão tão acima dos outros clubes?  

Eles fizeram um trabalho de recuperação e hoje colhem o que foi plantado há cinco ou seis anos. Não dá para acontecer isso do dia para a noite. Tem de organizar para depois ver o resultado. O (ex-presidente do Flamengo) Eduardo Bandeira de Mello sofreu bastante com as críticas, porque o time não ganhava, mas estava se organizando. Agora, ele entrou em uma estrutura capaz de ganhar jogos, e só vai ter esse círculo virtuoso encerrado se houver muitos erros administrativos seguidos.

O Palmeiras está tão à frente por causa do patrocínio da Crefisa?

O nível de receitas do clube é equilibrado e não há nenhuma concentração relevante. O clube também consegue obter retorno dos seus torcedores, com receitas de bilheteria e sócio-torcedor expressivas.

O Palmeiras corre risco por ter sido o clube que teve maior despesa no ano (R$ 442 milhões, 43% a mais do que em 2017)?

Vemos os números do Palmeiras em manutenção, mesmo com o aumento expressivo de custos e despesas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,sao-paulo-e-corinthians-podem-ameacar-dominio-financeiro-de-palmeiras-e-flamengo,70002924783

Foto: Guilherme Amaro

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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