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Real Madrid conquista a Liga dos Campeões em final eletrizante com gol de Vinícius Júnior

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Neste sábado, em uma final emocionante disputada em Wembley, na Inglaterra, o Real Madrid sagrou-se campeão da Liga dos Campeões de 2023/24 ao vencer o Borussia Dortmund por 2 a 0. Os gols da partida foram marcados por Carvajal e Vinícius Júnior, ambos no segundo tempo do jogo.

Com essa vitória, o Real Madrid reforçou sua posição como o maior vencedor da história da Champions League, conquistando a impressionante marca de 15 taças. Em segundo lugar, está o Milan, com sete títulos.

A equipe comandada pelo técnico Carlo Ancelotti encerrou o torneio de forma invicta, somando nove vitórias e quatro empates. Além da Liga dos Campeões, os Merengues também levantaram a taça do Campeonato Espanhol na mesma temporada.

Enquanto o Real Madrid comemora sua nova conquista, o Borussia Dortmund, que buscava seu segundo título na competição, teve que se contentar com o vice-campeonato. Os alemães conquistaram seu único troféu na temporada de 1996/97 e agora somam dois vice-campeonatos, sendo o outro em 2012/13, contra o Bayern de Munique, também em Wembley.

Os brasileiros Vinícius Júnior, Rodrygo e Éder Militão tiveram participações importantes na final. Vinícius Júnior foi um dos destaques, marcando um gol e contribuindo com jogadas perigosas. Rodrygo também teve boa atuação na construção de jogadas, enquanto Éder Militão entrou em campo durante a reta final da partida.

O jogo foi equilibrado no início, com as duas equipes encontrando dificuldades para criar oportunidades de gol. No entanto, o Borussia Dortmund cresceu na partida e teve chances claras de marcar, mas parou na defesa e no goleiro Courtois.

No segundo tempo, o Real Madrid conseguiu impor seu jogo e abriu o placar com um gol de Carvajal, que cabeceou com precisão após cobrança de escanteio de Kroos. Em seguida, Vinícius Júnior ampliou a vantagem com um belo gol de canhota.

Apesar de uma tentativa de reação do Borussia Dortmund, um gol irregular foi anulado e o Real Madrid controlou o restante do jogo para garantir mais um título europeu.

Com essa vitória, o Real Madrid reafirma sua supremacia no cenário do futebol europeu e celebra mais uma conquista em sua história gloriosa.

Fonte: Esportes





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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