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Peru derrota o Uruguai nos pênaltis e encara o Chile na semifinal da Copa América

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Peruanos se classificam após vitória por 5 a 4 nas penalidades, depois de empate por 0 a 0 no tempo normal

 

Da Redação

Peru é semifinalista da Copa América. Após empate por 0 a 0 no tempo normal, o time do técnico argentino Ricardo Gareca derrotou o Uruguai por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis, na Arena Fonte Nova, em Salvador, e vai encarar o Chile, nesta quarta-feira, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, por uma vaga na final da competição continental, marcada para o dia 7 de julho, no Rio de Janeiro.

Nas penalidades, Cavani, Stuani, Bentancur e Torreira marcaram para o Uruguai, enquanto que Guerrero, Ruidíaz, Yotún, Advíncula e Flores balançaram as redes para o Peru. O centroavante Luis Suárez perdeu a primeira cobrança uruguaia, defendida pelo goleiro Gallese. Durante o tempo regulamentar, os uruguaios tiveram três gols anulados por impedimento, em lances que envolveram a atuação do árbitro de vídeo (VAR).

Maior campeão da Copa América, com 15 títulos (Argentina tem 14 e Brasil, 8), o Uruguai se despede. A última conquista uruguaia aconteceu em 2011, na Argentina, após derrotar o Paraguai por 3 a 0 na final. Campeão em apenas duas ocasiões (1939 e 1975), o Peru chega pela terceira vez à semifinal, contando as últimas quatro edições do torneio.

Três das quatro partidas que definiram os semifinalistas da Copa América terminaram empatadas sem gols e foram decididas nos pênaltis: Uruguai x Peru, Brasil x Paraguai e Colômbia x Chile. A outra foi a vitória da Argentina por 2 a 0 sobre a Venezuela.

Uruguai e Peru fizeram um primeiro tempo com poucas chances de gols e tecnicamente ruim. Preocupado em não deixar espaços no setor defensivo, principalmente à dupla Suárez e Cavani, a seleção de Ricardo Gareca foi combativa e taticamente disciplinada, mas não teve forças para chegar ao ataque. Isolado, Paolo Guerrero pouco produziu. A única chance peruana em toda primeira etapa aconteceu aos 43 minutos, após um chute fraco e sem perigo de Flores.

O Uruguai, por sua vez, pecou na criatividade do meio de campo. Falhou na transição da defesa para o ataque e não permitiu que a bola chegasse com qualidade para sua qualificada dupla de ataque. Com o meio congestionado por até seis peruanos, restou as jogadas pelas laterais.

A melhor chance de toda a primeira etapa foi do Uruguai. Aos 28 minutos, Nández cruzou da direita, a zaga peruana afastou mal e Arrascaeta chutou forte para as redes. O árbitro de vídeo entrou em ação e anulou o gol corretamente, anotando impedimento de Nández.

O confronto melhorou no segundo tempo e, logo nos primeiros minutos, cada seleção teve uma boa chance para abrir o placar: Flores acertou a defesa uruguaia no momento da conclusão dentro da área e Godín completou com perigo sobre o gol.

Aos 13 minutos, o Uruguai marcou novamente, mas o árbitro de vídeo anulou o gol, anotando impedimento de Cavani, que havia balançado as redes após encobrir Gallese. Os uruguaios ainda tiveram um terceiro gol anulado pelo VAR. Aos 27, Cáceres cruzou da esquerda e Suárez completou para as redes, mas estava em posição de impedimento.

Após os 40 minutos, o Uruguai se lançou de vez ao ataque na tentativa de evitar as cobranças de pênaltis. Apertou o Peru contra o seu campo, mas não conseguiu criar uma chance clara para marcar o gol da vitória.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 0 (4) x (5) 0 PERU

URUGUAI – Muslera; Giovanni González, Giménez, Godín e Cáceres; Nández (Torreira), Bentancur, Valverde (Stuani) e Arrascaeta; Luis Suárez e Cavani. Técnico: Óscar Tabárez.

PERU – Gallese; Advíncula, Zambrano, Abram e Trauco; Tapia, Yotún, Cueva (Ruidíaz), Flores e Carrillo (Christofer Gonzáles); Paolo Guerrero. Técnico: Ricardo Gareca.

CARTÕES AMARELOS – Godín e Valverde (Uruguai); Zambrano e Cueva (Peru).

ÁRBITRO – Wilton Pereira Sampaio (Fifa/Brasil).

RENDA – R$ 3.134.820,00.

PÚBLICO – 18.083 pagantes.

LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,peru-derrota-o-uruguai-nos-penaltis-e-encara-o-chile-na-semifinal-da-copa-america,70002896062

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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