Esporte
Osmar Loss culpa maratona de jogos para justificar derrota do Corinthians
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Alvinegro chega ao segundo revés sob o comando do treinador, dessa vez contra o Inter
Da Redação
O técnico Osmar Loss reclamou da sequência grande de jogos para justificar a derrota do Corinthians frente ao Internacional, a segunda sob seu comando em dois jogos disputados, neste domingo, em Porto Alegre. “Lógico que eu esperava mais produção da equipe. Mas é difícil manter o nível com um jogo intenso na quinta-feira à noite e outro contra uma equipe que se preparou toda a semana”, disse. “O Inter demonstrou muita intensidade. Condição física. Pôde imprimir um ritmo forte durante todo o tempo”.
Osmar Loss não concordou quando perguntado se o gol corintiano saiu muito cedo. “Gostaria de começar todo jogo ganhando por 1 a 0 com quatro minutos. Agora é normal tentar proteger sua vantagem. O time acaba recuando, mesmo que o treinador não passe essa orientação”.
O treinador corintiano demonstrou preocupação com a reação de Mantuan no final do jogo, após falhar no lance que propiciou o gol da vitória do Internacional. “Temos de olhar para as virtudes dele nesse momento. Vinha fazendo um bom jogo. Prata da casa, confiamos muito. Temos de dar sustentação para ele seguir como bom jogador que ele é”, disse o treinador, que abraçou o lateral-direito na saída de campo.
Perguntado sobre a possibilidade de alguns jogadores deixarem o clube levados por Fábio Carille para a Arábia Saudita, Osmar Loss não demonstrou preocupação. “Minha maior preocupação é voltar a vencer. As saídas não me preocupam. Com uma preparação um pouco maior, precisamos ganhar na quinta-feira”, afirmou o treinador, referindo-se ao jogo contra o América-MG, na Arena Corinthians, em São Paulo, pela oitava rodada do Brasileirão.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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