Esporte
‘Não ganhamos nada, tem muitos pontos em disputa’, alerta Balbuena
Esporte
Zagueiro do Corinthians contém a euforia após vitória sobre o Palmeiras
Da Redação
Autor do segundo gol do Corinthians na vitória por 3 a 2 sobre o Palmeiras no clássico do último domingo, no Itaquerão, Balbuena conteve a euforia nesta segunda-feira ao projetar a continuidade do Campeonato Brasileiro.
Embora o time esteja seis pontos à frente do vice-líder Santos a seis rodadas para o término da competição, o zagueiro paraguaio alertou que a conquista do título nacional ainda segue longe de estar garantida e lembrou que é preciso trabalhar forte visando o duelo de quarta, contra o Atlético-PR, às 21 horas, na Arena da Baixada, em Curitiba, pela jornada seguinte do torneio nacional.
“Estamos focados no jogo de quarta, não ganhamos nada, tem muitos pontos em disputa, não podemos nos acomodar e achar que está ganho. Estamos com a cabeça no Atlético-PR para buscar nosso objetivo”, ressaltou o defensor, em entrevista coletiva concedida após o treinamento realizado na manhã desta segunda, no CT Joaquim Grava.
Balbuena marcou no último domingo o seu oitavo gol com a camisa corintiana, sendo o primeiro deles em um clássico, e admitiu que o triunfo diante dos palmeirenses dá muita moral ao time para a continuidade do Brasileirão.
“A gente fica feliz quando faz gol. A felicidade e confiança são grandes. Ganhar clássico sempre traz confiança, independentemente da situação em que o time esteja. O resultado de ontem e todo o ambiente de durante e depois do jogo foi muito lindo. Para nós, é importante sentir o carinho e apoio incondicional da torcida”, ressaltou o zagueiro, se referindo também ao fato de que a equipe foi apoiada por mais de 46 mil torcedores no clássico, sendo que no dia anterior o Itaquerão recebeu 32 mil pessoas que foram apoiar a equipe no último treino de preparação para o confronto decisivo.
E Balbuena lembrou aos seus companheiros que é preciso manter na próxima quarta-feira, e nos outros jogos da reta final do Brasileirão, a mesma postura exibida contra os palmeirenses. “Cada jogo é difícil, é diferente. Nossa atitude tem de ser a mesma. Dependemos só de nós (para ficar com o título), temos de fazer isso, respeitar cada um dos times que vamos enfrentar. O torneio é longo, o sacrifício é grande. Temos tudo para fazer isso acontecer. A ansiedade existe, mas a gente tem de saber controlar, não adianta pensar lá na frente”, analisou.
Fonte: Estadão Conteúdo
Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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