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Muriel lamenta gol sofrido em início de jogo e pede Flu ‘mentalmente forte’
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Da Redação
Foi uma noite de domingo para o Fluminense esquecer. Não bastasse a atuação ruim, com muitos toques na bola sem objetividade e poucas finalizações ao gol adversário, o time e terminou a 20ª rodada do Campeonato Brasileiro dentro da zona de rebaixamento ao perder para o Goiás, por 3 a 0, no Serra Dourada, em Goiânia.
O principal motivo para a derrota neste domingo, na visão do goleiro Muriel, foi o gol tomado no início da partida. “Sofremos o gol logo no começo e nos complicamos. A gente tinha que ter mais tranquilidade, tinha bastante tempo para tentar reagir. Nessas horas a gente precisa ser mentalmente mais forte para superar este momento. Eles estavam em um momento de pressão e não soubemos usar isso”, comentou o jogador, relembrando o gol de Michael, logo aos oito minutos do primeiro tempo.
O goleiro ainda afirmou que o Goiás mereceu o resultado e pede cabeça erguida ao time. “A gente não pode se conformar com o resultado. Mesmo quando estava 2 a 0, eu estava acreditando que dava para buscar (o empate), mas a gente não conseguiu. O Goiás foi merecedor. Agora é partir para o próximo jogo que é mais uma decisão”, projetou o goleiro, se referindo ao duelo diante do Santos, na quinta-feira, às 20 horas, no Maracanã, pela 21ª rodada do Brasileirão.
O Fluminense é o 17.º colocado do Brasileirão, com 18 pontos, um atrás do CSA, primeiro fora da zona de rebaixamento. Este duelo em Goiânia era um jogo importante para a equipe tricolor também porque o Goiás também luta para fugir do rebaixamento e só tinha vencido um jogo nos 11 disputados antes deste triunfo.
Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,muriel-lamenta-gol-sofrido-em-inicio-de-jogo-e-pede-flu-mentalmente-forte,70003020880
Foto: Lucas Merçon/Fluminense
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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