Esporte
Liverpool goleia o Barcelona e chega na final da Liga dos Campeões fazendo história
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Time inglês reverteu a vantagem de 3 a 0 do clube espanhol no primeiro jogo e conquistou uma histórica classificação para a decisão do torneio europeu
Da Redação
O Liverpool se classificou para a final da Liga dos Campeões nesta terça-feira em um daqueles jogos que ficam para a história do futebol. O time inglês entrou em campo com a obrigação de reverter uma vantagem de três gols conquistada pelo Barcelona no primeiro jogo e teve a força e a capacidade para golear o poderoso time espanhol por 4 a 0 e garantir-se na decisão, para surpresa de muita gente.
Agora, o time do técnico alemão Jurgen Klopp aguarda o classificado do duelo entre Ajax e Tottenham, nesta quarta-feira, em Amsterdã, para a grande disputa do dia 1º de junho, em Madri, quando vai tentar o sexto título europeu de sua história.
O Liverpool conseguiu exatamente o resultado que precisava, após ser derrotado em Barcelona por 3 a 0. E o time entrou desfalcado de dois de seus principais jogadores, Firmino e Salah, mas contou com atuações espetaculares do goleiro Alisson, dos meias Mané e Henderson, além de dois gols do belga Origi e do holandês Wijnaldum.
O time inglês repete o feito das oitavas de final da edição 2006/2007 do principal interclubes europeu. Naquela ocasião, o time inglês saiu na frente com uma vitória por 2 a 1, no Camp Nou, no confronto de ida, e acabou avançando às quartas mesmo sendo derrotado por 1 a 0 na volta, em casa, tendo em vista o maior peso dos gols marcados como visitante para efeito de desempate.
O Barcelona sofre nova tragédia, depois de também ser eliminado na temporada passada pela Roma, nas quartas de final, depois de marcar 4 a 1 no Camp Nou e ser derrotado no Estádio Olímpico da capital italiana por 3 a 0.
Messi não repetiu nem de longe a atuação da semana passada, quando marcou dois belos gols. Ele perde a oportunidade de conquistar a quinta Liga dos Campeões e de se qualificar como o principal candidato a ser eleito o Melhor do Mundo.
O primeiro tempo foi espetacular. Shaqiri e Origi substituíram com muita garra e disposição os ausentes Salah e Firmino. Mané e Henderson, com preparo físico impressionante e muito domínio de bola, infernizaram a zaga espanhola.
No primeiro ataque do Barcelona, Robertson deu um safanão em Messi no chão, quando o argentino reclamava de uma falta. Suárez e Fabinho racharam todas as divididas.
O primeiro gol não demorou a sair. Após jogada iniciada por Mané, Henderson chutou, Andre ter Stegen defendeu parcialmente e a bola sobrou para Origi marcar: 1 a 0. O Barcelona não se encolheu e foi para o ataque com Messi, que tentou de todas as formas, mas parou nas mãos de Alisson.
Aos 15, na melhor chance dos espanhóis na primeira etapa, Jordi Alba surgiu livre na frente de Alisson, mas preferiu passar para Messi, que pareceu surpreso com o passe e tentou mais um drible e perdeu a bola.
A tensão era tão grande em Ainfield, que os times erraram mais passes que o normal, mas as chances de gol eram criadas dos dois lados. O incansável Mané quase fez o segundo gol inglês, mas Andre ter Stegen apareceu bem. Robertson também arriscou de longe e a bola passou perto.
O fim da primeira etapa foi todo do Barcelona. Messi quase fez de fora da área. No último lance dos primeiros 45 minutos, o craque argentino achou Jordi Alba no meio da zaga inglesa, mas o lateral-esquerdo, mais uma vez, falhou, ao chutar em cima de Alisson.
O segundo tempo conseguiu ser mais emocionante que o primeiro. Com menos de quatro minutos, Andre ter Stegen e Alisson já haviam feito grandes defesas. O holandês Wijnaldum, que entrou no lugar de Robertson, machucado, no intervalo, foi o grande destaque, ao fazer dois gols em dois minutos. Aos 8, bateu seco, após cruzamento da direita. Aos dez, subiu mais alto que toda a zaga do Barça para fazer 3 a 0 e garantir naquele momento a prorrogação.
Com a devolução do placar de Barcelona, o Liverpool diminuiu o ritmo, mesmo com o time espanhol visivelmente abatido, errando muitos passes. Cada time se revezou no ataque. E um erro infantil propiciou quarto gol inglês. Trent Alexander-Arnold bateu rápido e pegou toda a defesa do Barcelona distraída. Origi bateu de primeira e fez o segundo gol dele. O gol enlouqueceu o estádio, acabou com o entusiasmo do Barcelona e somou mais um milagre para o Liverpool.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,liverpool-goleia-o-barcelona-e-chega-na-final-da-liga-dos-campeoes-fazendo-historia,70002819563
Foto: Paul Ellis/AFP
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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