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Jogos Escolares da Juventude 2019 são abertos oficialmente em Mato Grosso

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Da Redação

 

Uma noite marcada por envolvimento, realização de sonhos e incentivo ao desporto escolar. Com o ginásio Pituchão lotado, a população demonstrou o grande valor que dá aos Jogos Escolares da Juventude, na abertura oficial da edição 2019 em Alto Garças.

Muitos gritos de alegria e delírio, palmas e até choro de emoção foram reincidentes tanto nas arquibancadas lotadas, quanto na mesa de autoridades. Afinal é a primeira vez, em 65 anos de existência, que o município mato-grossense sedia os Jogos Escolares.

E todos ali presentes comemoravam essa conquista, vibrando em cada momento da solenidade que contou com entrada das escolas que representam os 11 municípios participantes, fanfarra municipal, apresentações artísticas-culturais e acendimento da tocha simbolizando o início dos Jogos.

Professor e militante do esporte há 30 anos, o prefeito de Alto Garças, Claudinei Singolano, falou da satisfação por realizar os Jogos Escolares no município e dos benefícios trazidos pela prática esportiva no ambiente escolar.

“Para nós é a consumação de um sonho antigo, não só meu, mas de todos os professores da área esportiva e dos moradores. Agradeço ao Governo do Estado e à Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, por nos dar essa oportunidade de receber o evento este ano. Agradeço à população por apoiar a realização e participar conosco dessa maravilhosa abertura. Durante uma semana os alunos serão estrelas aqui na nossa casa, jogando e provando o quanto o esporte é fundamental na vida da juventude”, discursou emocionado o prefeito.

Alto Garças é a primeira cidade a receber a competição neste ano, sediando as disputas das escolas da região sul/sudeste, da categoria B, que abrange estudantes com idade entre 12 e 14 anos. Autoridades dos municípios vizinhos de Alto Araguaia, Pedra Preta e Guiratinga também prestigiaram a solenidade de abertura.

Realizados pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), os Jogos Escolares possibilitam a integração dos estudantes por meio de partidas entre as escolas dos municípios mato-grossenses. Na etapa regional, são disputadas as modalidades coletivas de futsal, voleibol, basquetebol e handebol. Em Alto Garças, participam 11 municípios, representados por mais de 500 alunos de 30 escolas públicas e particulares diferentes.

De acordo com o superintendente de desporto escolar da Secel, Marcelo Sérgio da Cruz Luz, a efetivação da edição 2019 envolveu vontade política e compromisso com os anseios da comunidade escolar de todo o Estado por incentivo à prática desportiva estudantil. 

“A realização dos Jogos Escolares necessita de uma série de recursos financeiros e de pessoal. É por isso que não posso deixar de citar o esforço do secretário da Secel, Allan Kardec, que abraçou a causa e se empenhou para que o evento ocorresse. Também preciso agradecer a sensibilidade do Governo do Estado em atender essa demanda. Graças a isso, hoje presenciamos uma das aberturas mais emocionantes da história do Jogos. É uma enorme felicidade realizar esse sonho junto com toda a população”, celebrou Marcelo Cruz na cerimônia de abertura.

Partida inicial

O primeiro jogo dos Jogos Escolares 2019 finalizou com chave de ouro a abertura oficial da competição. Alto Garças e Pedra Preta se enfrentaram numa partida disputadíssima de futsal. Jogando em casa e contando com o apoio da torcida, a cidade-sede garantiu o empate de 3 a 3, com direito a pênalti, boas jogadas e muita emoção na quadra e nas arquibancadas.

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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