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Grêmio empata com Internacional e conquista o campeonato Gaúcho 

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O Grêmio garantiu o título do Campeonato Gaúcho de 2026 na noite deste domingo, ao empatar em 1 a 1 com o rival Internacional no Estádio Beira-Rio. Com a vantagem construída na partida de ida, quando venceu por 3 a 0, o tricolor não correu grandes riscos e celebrou a conquista em pleno domínio colorado.

O confronto decisivo, que culminou no 1 a 1, viu o Grêmio abrir o placar com Gustavo Martins, enquanto Alan Patrick anotou o gol de honra do Internacional. A vitória no primeiro jogo da final deu ao Grêmio uma margem confortável que se mostrou crucial para a consagração.

O jogo

A partida no Beira-Rio foi tensa, mas o Grêmio soube administrar a pressão. O gol tricolor surgiu nos acréscimos do primeiro tempo, aos 51 minutos. Após cobrança de escanteio de Marlon, Gustavo Martins se antecipou na pequena área e cabeceou para o fundo das redes, ampliando ainda mais a tranquilidade gremista.

Na segunda etapa, o Internacional buscou a reação e conseguiu o empate aos 37 minutos, com Alan Patrick convertendo uma cobrança de pênalti. O meio-campista deslocou o goleiro Weverton e reacendeu a esperança da torcida colorada, mas o gol não foi suficiente para mudar o destino do título, e o Inter encerrou sua participação como vice-campeão.

Próximos desafios:

Com a taça na mão, o Grêmio agora volta suas atenções para o Campeonato Brasileiro. A equipe enfrentará o RB Bragantino na próxima quinta-feira, 12 de março de 2026, às 21h30, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, pela 5ª rodada da competição.

Já o Internacional terá pela frente o Atlético-MG, na quarta-feira, 11 de março de 2026, às 19h00, na Arena MRV, em Belo Horizonte, também pela 5ª rodada do Brasileirão.

Detalhes
                                                                INTERNACIONAL 1 x 1 GRÊMIO
Competição Final do Campeonato Gaúcho
Local Estádio Beira-Rio, Porto Alegre (RS)
Data 08 de março de 2026 (domingo)
Horário 18h00 (de Brasília)
Público 41.251 torcedores
Renda R$ 1.017.946,00
Árbitro Rafael Rodrigo Klein
Assistentes Maira Mastella Moreira e Tiago Augusto Kappes Diel
VAR Marcelo Ignacio Domingues Neto
Gols Gustavo Martins, aos 51′ do 1ºT (Grêmio)
Alan Patrick, aos 37′ do 2ºT (Internacional)
Internacional Rochet; Bruno Gomes (Juninho), Gabriel Mercado, Victor Gabriel e Allex (Alan Rodríguez); Ronaldo (Alerrandro), Paulinho, Vitinho (Bruno Tabata), Alan Patrick e Carbonero; Rafael Borré. Técnico: Paulo Pezzolano.
 Grêmio Weverton; Pavon, Gustavo Martins, Viery (Wagner Leonardo) e Marlon; Noriega, Arthur (Dodi), Enamorado (Kannemann), Monsalve (Willian) e Amuzu (Tetê); Carlos Vinícius. Técnico: Luís Castro.

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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