Esporte
Goleada histórica: Novorizontino aplica 4 a 0 no Palmeiras
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O Palmeiras sofreu um duro golpe na noite desta terça-feira, ao ser goleado por 4 a 0 pelo Novorizontino no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi. O revés, válido pela quarta rodada do Campeonato Paulista, marca a primeira derrota do Verdão na temporada e representa o placar mais elástico sofrido sob o comando do técnico Abel Ferreira. O atacante Robson foi o grande destaque do jogo, balançando as redes três vezes, enquanto Hélio Borges completou a festa do time da casa.
A derrota não apenas tirou a invencibilidade palmeirense, mas também custou a chance de assumir a liderança do campeonato, com a equipe caindo para a terceira posição, mantendo os nove pontos. Para o Novorizontino, o resultado é um marco. A equipe de Novo Horizonte não só alcançou os nove pontos, como ultrapassou o Palmeiras na tabela, assumindo a vice-liderança pelos critérios de desempate e confirmando sua força neste início de Paulistão.
O jogo
Desde o início, o Novorizontino demonstrou mais objetividade e aproveitou as falhas defensivas do Alviverde. Aos 19 minutos do primeiro tempo, Robson abriu o placar em jogada de bola parada. Após escanteio cobrado por Maykon Jesus, a bola passou por Flaco López e encontrou o camisa 11 livre para cabecear para o gol.
O Palmeiras tentou reagir, com Piquerez e Larson criando oportunidades, mas sem sucesso. Aos 25 minutos, Larson arriscou um chute que foi desviado para escanteio. Minutos depois, uma jogada perigosa de Robson foi anulada por impedimento. O Verdão ainda viu a bola beijar a trave em chute de Patrick e Jordi operar uma grande defesa em cabeceio de Riquelme Fillipi. No entanto, a ineficiência palmeirense foi punida novamente aos 42 minutos, quando Mayk cruzou rasteiro e Robson apareceu nas costas da defesa para ampliar a vantagem, marcando o segundo gol da equipe mandante.
Segundo tempo
Na volta do intervalo, a esperança de reação do Palmeiras foi rapidamente desfeita. Um erro na saída de bola de Luighi resultou na recuperação do Novorizontino, e Robson, oportunista, marcou seu terceiro gol na partida, empurrando a bola para o fundo das redes e consolidando seu “hat-trick”.
Ainda haveria tempo para mais um gol do time da casa. Aos 26 minutos, uma nova falha na saída de bola, desta vez de Benedetti, permitiu que Léo Naldi lançasse Hélio Borges. O atacante invadiu a área e finalizou cruzado, fechando o placar em 4 a 0 e selando a histórica goleada.
Próximos confrontos
O Palmeiras terá pouco tempo para se recuperar do baque, pois já enfrenta o São Paulo no clássico da quinta rodada do Paulistão. O jogo será no sábado, 24 de janeiro, às 18h30 (de Brasília), na Arena Barueri.
Já o Novorizontino buscará manter o bom momento em casa, recebendo o Botafogo-SP no domingo, 25 de janeiro, também às 18h30 (de Brasília), em seu estádio.
| FICHA TÉCNICA | |
|---|---|
| Competição | Campeonato Paulista (quarta rodada) |
| Placar | Novorizontino 4 x 0 Palmeiras |
| Local | Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, em Novo Horizonte (SP) |
| Data | 20 de janeiro de 2026 (terça-feira) |
| Horário | 20h (de Brasília) |
| Público | 7.396 pessoas |
| Renda | R$ 546.825,00 |
| Gols | |
| Novorizontino | Robson, aos 19′ do 1ºT Robson, aos 42′ do 1ºT Robson, aos 16′ do 2ºT Hélio Borges, aos 26′ do 2ºT |
| Palmeiras | Nenhum |
| Cartões Amarelos | |
| Novorizontino | Robson, Jean Irmer e Patrick |
| Palmeiras | Khellven |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Arbitragem | |
| Árbitro | Fabiano Monteiro dos Santos |
| Assistentes | Daniel Paulo Ziolli e Bruno Silva de Jesus |
| VAR | Adriano de Assis Miranda |
| Novorizontino | |
| Jogadores | Jordi; Alvariño, Dantas, Patrick e Mayk; Luis Oyama (Diego Galo), Léo Naldi, Tavinho (Hélio Borges), Juninho (Matheus Bianqui) e Maykon Jesus (Jean Irmer); Robson (Nicolas Careca). |
| Técnico | Enderson Moreira |
| Palmeiras | |
| Jogadores | Marcelo Lomba; Khellven, Murilo (Benedetti), Gómez e Piquerez; Emiliano Martínez (Marlon Freitas), Larson (Luis Pacheco), Veiga (Bruno Rodrigues) e Allan; Flaco López e Riquelme Fillipi (Luighi). |
| Técnico | Abel Ferreira |
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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