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Flamengo conquista tricampeonato carioca nos pênaltis 

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O Flamengo sagrou-se tricampeão carioca neste domingo, após um empate sem gols no tempo regulamentar contra o Fluminense, no Maracanã, e uma emocionante disputa de pênaltis vencida por 5 a 4. A conquista marca a estreia do técnico Leonardo Jardim com um título e consagra o goleiro Rossi como herói da noite, defendendo duas cobranças decisivas.

O clássico, válido pela final do Campeonato Carioca, foi marcado por intensidade e tática desde o apito inicial. No primeiro tempo, o Flamengo, sob a batuta de Jorginho e Arrascaeta, tentava furar a defesa tricolor. A melhor chance rubro-negra veio com Pedro, que finalizou rasteiro, mas encontrou Fábio atento para a defesa. Do lado do Fluminense, o trio Canobbio, John Kennedy e Hércules buscava as arrancadas, porém esbarrava no bloqueio adversário e não conseguia acertar o gol. Pouco antes do intervalo, Léo Pereira ainda tentou de cabeça após cobrança de falta de Arrascaeta, mas Fábio manteve o placar zerado.

A etapa complementar trouxe mais movimentação para o jogo. Lucho Acosta, do Fluminense, exigiu grande defesa de Rossi com um chute no cantinho, após boa tabela. O Flamengo respondeu com uma tentativa de Carrascal, travada pela zaga. O Tricolor continuou a pressionar, com Kevin Serna chutando rente à trave e Canobbio, por pouco, não alcançando um cruzamento de Freytes.

As substituições em ambas as equipes trouxeram novo fôlego à partida, tornando-a ainda mais eletrizante. Lucas Paquetá desperdiçou uma boa oportunidade para o Flamengo, enquanto Arrascaeta cabeceou com perigo por cima do travessão após cruzamento de Everton Cebolinha. Do lado do Fluminense, Savarino criou uma jogada que John Kennedy não conseguiu concluir. Já nos minutos finais, Léo Pereira, em uma sobra após tentativa de Plata, mandou uma bola rasteira que passou raspando a trave de Fábio, mantendo a igualdade no marcador.

Com o 0 a 0 persistindo após os 90 minutos, a decisão do Campeonato Carioca, pela primeira vez entre os rivais, foi para os pênaltis. O Flamengo começou convertendo com Jorginho. Ganso empatou para o Fluminense. Luiz Araújo teve sua cobrança defendida por Fábio, dando vantagem ao Tricolor com o gol de Savarino. Everton Cebolinha marcou para o Rubro-Negro, mas Guga permitiu a defesa de Rossi, restabelecendo o equilíbrio. Léo Pereira e Guilherme Arana converteram suas cobranças, seguidos por Lucas Paquetá e John Kennedy. Na série alternada, Léo Ortiz garantiu o quinto gol flamenguista. Coube então a Otávio, do Fluminense, chutar e ver Rossi brilhar novamente, espalmando a bola e garantindo o tricampeonato para o Flamengo.

FICHA TÉCNICA
                                               FLAMENGO 0 (5) x (4) 0 FLUMINENSE
Competição Campeonato Carioca (Final)
Local Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data 8 de março de 2026 (domingo)
Horário 18h (de Brasília)
Público 69.315 torcedores
Cartões Amarelos Fluminense: Renê, Kevin Serna, Lucho Acosta, Canobbio
Flamengo: Samuel Lino, Jorginho
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Bruno Arleu de Araújo
Assistentes Luiz Cláudio Regazone e Thiago Filemon Soares Pinto
VAR Carlos Eduardo Nunes Braga
 Flamengo Rossi; Varela, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Erick Pulgar, Jorginho e Arrascaeta (Luiz Araújo); Carrascal (Lucas Paquetá), Samuel Lino (Everton Cebolinha) e Pedro (Plata).
Técnico: Leonardo Jardim
 Fluminense Fábio; Samuel Xavier (Guga), Jemmes, Freytes e Renê (Guilherme Arana); Martinelli, Hércules (Otávio) e Lucho Acosta (Ganso); Agustin Cannobio, Kevin Serna (Savarino) e John Kennedy.
Técnico: Luis Zubeldía

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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