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Etapa regional dos Jogos Escolares começa na região Centro Norte

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Da Redação

Nesta sexta-feira (17), mais uma fase regional dos Jogos Escolares da Juventude começa a ser disputada no Estado, desta vez em Nova Mutum (a 240 km da capital), sede da competição na região esportiva Centro Norte. A abertura do evento ocorrerá no ginásio poliesportivo Lauro Immich, às 19h, e contará com a presença do prefeito de Nova Mutum, Adriano Pivetta, e do secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), Allan Kardec.

Estão inscritos 852 estudantes de 34 diferentes instituições de ensino públicas e particulares da região. Itanhangá, Lucas do Rio Verde, Sorriso, Sinop, Santa Carmem e Tapurah, além de Nova Mutum, são alguns dos municípios representados na competição que vai de 17 a 22 de maio.

“A realização dos Jogos Escolares é uma das prioridades da Secretaria, pois além do fomento ao esporte, oportuniza a integração sociocultural, afasta das drogas, contribui para a inclusão social e para o aprendizado e crescimento pessoal dos estudantes mato-grossenses”, explica o secretário da Secel, Allan Kardec.

Nova Mutum será o segundo município a sediar a competição regional neste ano, recebendo estudantes de 12 a 17 anos de idade, divididos nas categorias A e B. O município de Alto Garças recebeu, no início do mês, as disputas da categoria B – que abrangem adolescentes de 12 a 14 anos, das regiões Sul/Sudeste. Até a primeira quinzena de julho, os Jogos prosseguem em outras oito regiões esportivas. 

A competição escolar reúne estudantes de todos os municípios do Estado na fase regional, em que são disputadas as modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol. As escolas campeãs em suas respectivas regiões esportivas avançam para a etapa estadual, que ocorrerá nos meses de julho, agosto e setembro. 

Para a realização dos Jogos Escolares da Juventude, a Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) conta com o apoio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e dos municípios-sedes.

Vistorias Técnicas

Desde março, equipes da Secretaria Adjunta de Esportes e Lazer já percorreram mais de 6 mil quilômetros para realizar visitas técnicas em todos os municípios-sedes dos Jogos Escolares. Nessas visitas, são definidas as providências para o bom andamento da competição, como paralisação das escolas, segurança, infraestrutura dos locais de disputas e de alojamento, além da organização da abertura.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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