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Daniel Alves oferece ajuda a Juanfran e diz que espanhol vai ‘agregar muito’

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Da Redação

O lateral-direito espanhol Juanfran chegará a São Paulo nesta quarta-feira, mas já sabe que poderá contar com a ajuda de Daniel Alves para adaptar-se ao Brasil. Os dois são os principais reforços do clube tricolor nesta janela de transferências do meio do ano. Antes, Raniel já havia sido contratado.

Os novos reforços do São Paulo se conhecem do futebol espanhol. Daniel Alves defendeu o Sevilla e o Barcelona, enquanto Juanfran atuou por Real Madrid, Espanyol, Osasuña e Atlético de Madrid. O brasileiro elogiou o novo reforço são-paulino.

“Me coloquei à disposição para ajudar, uma pessoa que está mudando de país e isso requer uma atenção importante. O São Paulo está adquirindo uma contratação muito boa, um jogador muito bom taticamente. Tem o um contra um muito forte e vai agregar muito ao São Paulo. O São Paulo está muito assertivo em suas contratações. Não que antes não foi, mas agora está trazendo campeões que podem aportar esse espírito em jogadores jovens”, afirmou Daniel Alves, em sua primeira entrevista coletiva como jogador do São Paulo, na noite de terça-feira, no Morumbi.

Com os dois reforços, o São Paulo terá uma disputa na lateral direita. A tendência é de Daniel Alves seja utilizado pelo técnico Cuca no meio de campo, e o próprio jogador se colocou à disposição “para ajudar”. Juanfran, por sua vez, também atua como zagueiro. O outro lateral-direito do elenco tricolor é Igor Vinícius, de 22 anos.

Juanfran estava livre no mercado após não ter chegado a um acordo para renovar com o Atlético de Madrid. O espanhol de 34 anos fechou com o São Paulo até o fim de 2020 e se apresentará ao clube nesta quarta-feira.

Tanto Juanfran quanto Daniel Alves já falaram que querem ficar à disposição de Cuca para o clássico contra o Santos, neste sábado, no Morumbi, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. A comissão técnica, porém, adota cautela com os reforços. Juanfran atuou pela última vez no dia 18 de maio.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,daniel-alves-oferece-ajuda-a-juanfran-e-diz-que-espanhol-vai-agregar-muito,70002957780

Foto: Gonzalo Fuentes / Reuters

 

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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