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CRB cede empate ao São Bento em casa, mas segue no G-4 da Série B do Brasileiro

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Da Redação

CRB ficou no empate por 1 a 1 diante do São Bento neste sábado, em pleno estádio Rei Pelé, em Maceió, pela 25.ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Apesar do tropeço, o time alagoano se manteve entre os quatro primeiros colocados

Com o resultado, o CRB ficou na quarta posição com 38 pontos, a 10 do líder Bragantino, que joga neste domingo. Em quinto, o Coritiba tem 37 e um jogo a menos. Já o São Bento caiu para a 19.ª e penúltima posição com 24, a quatro de deixar a zona de rebaixamento.

Os times fizeram um primeiro tempo equilibrado. O São Bento usou da bola de longa distância como arma para tentar surpreender o rival. Aos seis minutos, Paulinho arriscou para defesa do goleiro Vinícius Silvestre. O volante tentou uma segunda vez, mas ficou no arqueiro rival.

A resposta do CRB veio apenas nos minutos finais. Em cobrança de escanteio de Alisson Farias, Lucas Siqueira cabeceou rente à trave. Na sequência, Léo Ceará recebeu dentro da área e tentou de bicicleta. O goleiro Renan Rocha fez grande defesa para salvar o São Bento.

Na volta para o segundo tempo, o time alagoano cresceu e acabou abrindo o marcador aos dois minutos. Alisson Farias recebeu com liberdade, passou pela marcação e chutou sem chances para Renan Rocha. A resposta veio em um chute de longa distância de Rodolfo, defendido por Vinícius Silvestre.

A equipe de Sorocaba (SP) foi para o abafa e empatou aos 13 minutos. Após falha da defesa do CRB, Paulinho Bóia dominou com categoria e chutou caprichosamente para o gol. Após empatar, o São Bento recuou a marcação e começou a jogar na base do contra-ataque.

Mas foi o CRB quem criou a última oportunidade de perigo. Aos 41 minutos, Ferrugem colocou, em cobrança de falta, a bola no travessão. Ela voltou, bateu nas costas de Renan Rocha e acabou ficando entre suas pernas. O São Bento acabou comemorando o lance como um gol, já que acabou confirmando o empate.

Na próxima rodada, o CRB visita o América-MG na quinta-feira, às 19h15, no estádio Independência, em Belo Horizonte. Na sexta, às 21h30, o São Bento recebe o Bragantino no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba.

FICHA TÉCNICA:

CRB 1 x 1 SÃO BENTO

CRB – Vinícius Silvestre; Daniel Borges, Victor Ramos, Wellington Carvalho e Igor; Claudinei, Lucas Siqueira (Ferrugem) e Lucas Abreu (Edson Cariús); Iago (Élton), Alisson Farias e Léo Ceará. Técnico: Marcelo Chamusca.

SÃO BENTO – Renan Rocha; Marcos Martins, Joílson, Gerson e Guilherme Romão; Fábio Bahia, Vinícius Kiss (Pablo), Paulinho (Juliano) e Rodolfo; Paulinho Bóia e Zé Roberto (Caio Rangel). Técnico: Milton Mendes.

GOLS – Alisson Farias, aos 2, e Paulinho Bóia, aos 13 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Igor e Victor Ramos (CRB); Guilherme Romão e Rodolfo (São Bento).

ÁRBITRO – Adriano Milczvski (PR).

RENDA – R$ 53.844,00.

PÚBLICO – 4.340 pagantes.

LOCAL – Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL).

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,crb-cede-empate-ao-sao-bento-em-casa-mas-segue-no-g-4-da-serie-b-do-brasileiro,70003029524

Foto: Douglas Araújo/CRB

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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