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Com público recorde, Corinthians bate São Paulo e vence Paulistão feminino

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Da Redação

O time de futebol feminino do Corinthians faturou neste sábado o Campeonato Paulista ao bater o São Paulo por 3 a 0, na Arena Corinthians, em Itaquera. É o segundo título do clube num espaço de apenas 20 dias. No último dia 28, as meninas do alvinegro paulista venceram também a Libertadores feminina ao derrotarem na final a equipe da Ferroviária, de Araraquara (SP). O clube do interior quebrou a sequência de vitórias consecutivas do Corinthians e ainda faturou o Campeonato Brasileiro da modalidade, derrotando as corintianas nos pênalti.

Outro feito obtido neste sábado foi o novo recorde de público para uma partida de futebol feminino envolvendo clubes brasileiros: dos 43.292 ingressos distribuídos gratuitamente para o jogo, exatas 28.862 pessoas estiveram presentes na casa corintiana – o recorde mundial para uma partida entre clubes femininos foi registrado em março, quando 60.739 expectadores testemunharam o jogo entre Atlético de Madri e Barcelona.

Depois de vencer o jogo de ida por 1 a 0, no Morumbi, a equipe alvinegra encaminhou o título saindo na frente logo aos 4 minutos de jogo com um belo gol de cobertura marcado por Victoria Albuquerque. A jogadora é um dos destaques da equipe, tanto que foi recentemente convocada pela treinadora sueca Pia Sundhage para a seleção brasileira.

Com amplo domínio do jogo, o Corinthians ampliou o placar somente no segundo tempo da partida. Aos três minutos, Juliete marcou o segundo após assistência de Milene. Já o terceiro gol foi marcado pela própria Milene, em jogada de Victoria Albuquerque que deixou a companheira na cara do gol para liquidar o jogo.

Com a vitória sobre o São Paulo, a equipe registra agora 44 jogos de invencibilidade sob o comando do técnico Artur Elias – o Corinthians perdeu o título brasileiro nos pênaltis depois de empatar duas vezes com a Ferroviária.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte:  Veja / https://veja.abril.com.br/esporte/com-publico-recorde-corinthians-bate-sao-paulo-e-vence-paulistao-feminino/

Foto: Kaio Lakaio/VEJA

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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