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Com paciência e entrega, Pato vira artilheiro do São Paulo em 2019

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Da Redação

Os dois gols na vitória por 3 a 2 no clássico contra o Santos fizeram Alexandre Pato se tornar artilheiro do São Paulo nesta temporada. O atacante marcou cinco vezes em 2019 e igualou-se ao lesionado Pablo. Ele vinha de três jogos em branco e contou com a paciência do técnico Cuca.

O treinador quer que o atacante seja “mais competitivo” em campo. A ideia inicial de Cuca era utilizar Pato praticamente como centroavante no clássico, mas deslocou o jogador para a esquerda porque na lateral-direita do Santos estava o zagueiro Lucas Veríssimo. Assim, Pato não teria de voltar tanto para ajudar na marcação.

“Eu ia jogar com o Pato no 4-4-2, com o Everton na esquerda e o Toró na direita. A estratégia era de dois atacantes. Quando entra o Veríssimo na lateral direita, ele já jogou de lateral contra o Palmeiras, numa linha de quatro, e agora também era. Abri o Pato na ponta, porque não teria tanto desgaste. Em cima disso, a gente mudou a forma de jogar. Tínhamos treinado duas ou três formas”, afirmou Cuca, que elogiou Pato.

“Tenho confiança em todos. Temos tido muita paciência com o Pato. Ele foi mais competitivo. Ele tem se doado bastante. Quando sai, é por opção minha. A técnica dele é indiscutível. Fez um grande trabalho, principalmente pelos dois gols”, acrescentou o treinador.

Após o clássico, Pato pediu paciência e lembrou dos meses que ficou parado. Ele estava no Tianjin Tianhai, da China, onde atuou pela última vez em novembro de 2018, e acertou com o São Paulo em março deste ano.

“Fiquei três, quatro meses sem fazer nada, negociando o meu contrato. Vim, estou me esforçando, tenho trabalhado para o grupo, tenho feito o que o professor me pede. E quando saem os gols eu fico feliz. Mas importante é o que a gente faz no coletivo. Meus gols são para o time”, disse Pato.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,com-paciencia-e-entrega-pato-vira-artilheiro-do-sao-paulo-em-2019,70002965148

Foto: Felipe Rau/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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