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Brasil goleia Jamaica no último amistoso antes dos Jogos Olímpicos

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A Seleção Brasileira venceu a Jamaica em seu último amistoso antes dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Nesta terça-feira (4), na Arena Fonte Nova, em Salvador, na Bahia, o Brasil goleou as adversárias por 4 a 0, com gols de Debinha, Jheniffer (2) e Marta.

Mais uma vez a Amarelinha dominou a partida e repetiu o placar de sábado, em Pernambuco, contra a mesma adversária. Diante de um público de 31.547 pessoas, a Seleção Brasileira brilhou novamente e encerrou os testes antes das Olimpíadas.

DEBINHA FAZ O PRIMEIRO

Logo aos seis minutos de jogo, Gabi Portilho carregou a bola até a área adversária e cruzou para Debinha, que marcou o primeiro do jogo.

Debinha abriu o placar da partida diante da JamaicaDebinha abriu o placar da partida diante da Jamaica | Foto: Lívia Villas Boas / CBF

BRILHA, PORTILHO!

Um dos destaques da partida foi a camisa 18 que, além da assistência, deu um belo drible na capitã jamaicana, Blackwood, aos 22 minutos da partida, arrancando aplausos de todo o estádio.

BELA ESTREIA

Byanca Brasil fez sua estreia pela Seleção Principal nesta partida. Antes de ser substituída no início do segundo tempo, a atacante presenteou a torcida com uma bela lambreta, e deu um lençol em Chantelle Swaby, da defesa da Jamaica.

DUAS VEZES JHENIFFER

Foi na segunda etapa da partida que o Brasil ampliou o placar. Aos 18 minutos, após um cruzamento de escanteio, Gabi Nunes cabeceou, mas a goleira jamaicana espalmou. Jheniffer aproveitou o rebote para marcar seu primeiro gol no jogo. Na sequência, aos 33, a camisa 26 chutou da linha da área e balançou a rede novamente com um belo gol.

Jheniffer balançou a rede duas vezes na vitória sobre a JamaicaJheniffer balançou a rede duas vezes na vitória sobre a Jamaica | Foto: Lívia Villas Boas / CBF

MARTA FECHA O PLACAR

Falta perto da área, deixa com a camisa 10! Marta já havia feito dois gols no primeiro amistoso contra a Jamaica, e desta vez, marcou mais um para fechar a segunda goleada por 4 a 0.

A camisa 10 entrou no segundo tempo e, em uma cobrança de falta, chutou direto e fez o quarto gol do jogo.

FIM DOS TESTES

Este foi o último amistoso do Brasil antes das Olimpíadas. Agora a Seleção terá apenas um período de treinamentos antes da competição mais importante do ano. O técnico Arthur Elias encerrou os testes nesta Data FIFA com duas goleadas por 4 a 0 e ficou muito satisfeito com o desempenho da Seleção.

Brasil vence Jamaica em último amistoso antes dos Jogos OlímpicosBrasil vence Jamaica em último amistoso antes dos Jogos Olímpicos | Foto:  Lívia Villas Boas / CBF

BRASIL: Natasha; Tarciane (Antonia), Rafaelle, Bruninha e Yasmin; Duda Sampaio, Lais Estevam (Brena) e Gabi Portilho; Byanca Brasil (Jheniffer), Debinha (Marta) e Gabi Nunes (Cristiane).





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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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