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Brasil chega à semifinal da Copa América sem levar gols pela primeira vez na história

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Equipe do técnico Tite avança na competição sem ainda ter sido vazada pelos adversários

 

Da Redação

 

Brasil pode estar longe de encantar nesta Copa América, no entanto tem um feito para se orgulhar. Ao eliminar o Paraguai nesta quinta-feira, na Arena do Grêmio, a equipe do técnico Tite garantiu vaga na semifinal e a inédita façanha na história de chegar à esta fase do torneio sem levar nenhum gol. Após quatro partidas nesta competição, a defesa continua sem ser vazada.

O jogo em Porto Alegre deu ao time essa marca mesmo sem ter vencido no tempo normal. Brasil e Paraguai empataram por 0 a 0 para depois, nos pênaltis, a equipe da casa prevalecer com a vitória por 4 a 3. O resultado valeu a classificação para semifinal após 12 anos de ausência e mostrou novamente um time seguro na defesa. O goleiro Alisson teve apenas uma intervenção importante, ainda no primeiro tempo.

Em todas as outras participações anteriores de Copa América, o Brasil jamais havia passado os quatro primeiros jogos sem sofrer gols. O setor defensivo é um dos trunfos do técnico Tite para aumentar a série de partidas sem ser vazado. Fora a seleção brasileira, a única equipe da competição a não ter sofrido gols é a Colômbia, que terá o compromisso pelas quartas de final nesta sexta, contra o Chile.

“O mais importante em uma competição como essa é manter a concentração e tranquilidade para fazer nosso trabalho”, afirmou o atacante Willian. O Brasil tem nesta Copa América vitórias por 3 a 0 sobre a Bolívia e 5 a 0 sobre o Peru, ambas em São Paulo, e depois empates sem gols diante da Venezuela, na fase de grupos, e com o Paraguai, já pelas quartas de final da competição.

No último sábado, quando encerrou a primeira fase no encontro com o Peru, a equipe de Tite já havia igualado o feito de 1995. Naquele ano a equipe dirigida por Zagallo fechou a etapa de grupos sem levar gols. Mas nas quartas de final, contra a Argentina, o empate por 2 a 2, seguido por vitória nos pênaltis, impediu a seleção brasileira de chegar à semifinal com a defesa invicta.

O Brasil volta aos treinos na tarde desta sexta-feira, no CT do Grêmio, em Porto Alegre. O elenco embarca à noite para Belo Horizonte, local da partida semifinal na próxima terça, no estádio do Mineirão. O adversário será o vencedor do confronto entre Argentina e Venezuela. As equipes se enfrentam no Maracanã.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,brasil-chega-a-semifinal-da-copa-america-sem-levar-gols-pela-primeira-vez-na-historia,70002892959

Foto: Alex Silva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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