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Brasil busca virada heroína e carimba vaga nas oitavas da Copa

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A Seleção Brasileira garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo ao vencer o Japão de virada por 2 a 1, na noite desta segunda-feira (29.06), no NRG Stadium, em Houston, nos Estados Unidos. Com o resultado, o time comandado por Carlo Ancelotti avançou na competição e agora aguarda o adversário da próxima fase.

O Brasil saiu atrás no placar ainda no primeiro tempo. Aos 28 minutos, após um erro de passe de Danilo, Kaishu Sano roubou a bola, avançou pelo meio, driblou Casemiro e finalizou rasteiro no canto de Alisson para abrir o placar para os japoneses. Antes disso, a equipe brasileira já havia criado boas oportunidades com Matheus Cunha, que parou em boa defesa de Zion Suzuki aos 12 minutos.

A etapa inicial também foi marcada pela saída de Lucas Paquetá, que sentiu um desconforto na parte posterior da coxa e foi substituído por Endrick no intervalo.

No segundo tempo, a pressão brasileira aumentou. Aos 28 minutos da etapa final — ou aos 55 no relógio da partida —, Gabriel Magalhães cruzou na medida para Casemiro, que cabeceou firme e empatou o jogo. A virada veio nos acréscimos, aos 50 minutos do segundo tempo, quando Bruno Guimarães encontrou Gabriel Martinelli dentro da área. O atacante finalizou, a bola desviou em Zion Suzuki antes de entrar, garantindo a classificação brasileira.

Antes do gol da vitória, Vinícius Júnior acertou a trave após jogada individual pela esquerda, e Endrick caiu na área pedindo pênalti em dividida com Tomiyasu, mas o árbitro mandou seguir. Casemiro, que marcou o gol de empate, também deixou o campo nos minutos finais com dores e foi substituído por Fabinho.

Agora, o Brasil volta a campo no domingo, às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, para enfrentar o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, que se enfrentam nesta terça-feira, às 14h.

FICHA TÉCNICA
Placar

Brasil 2 x 1 Japão

Competição Copa do Mundo (segunda fase)
Data 29 de junho de 2026 (segunda-feira)
Horário 14h (de Brasília)
Local NRG Stadium, Houston (EUA)
Árbitro Maurizio Mariani (ITA)
Assistentes Daniele Bindoni (ITA) e Alberto Tegoni (ITA)
VAR Marco Di Bello (ITA)
Cartões amarelos Casemiro e Danilo (BRA) | Sano e Kamada (JAP)
Cartões vermelhos
Gols Sano 29 1T (JAP) | Casemiro 11 2T (BRA) | Gabriel Martinelli 51 2T (BRA)
Brasil Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães, Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães (Danilo Santos), Paquetá (Endrick); Rayan, Matheus Cunha (Gabriel Martinelli), Vinícius Júnior. Técnico: Carlo Ancelotti
Japão Zion Suzuki; Shogo Taniguchi, Hiroki Ito, Takehiro Tomiyasu; Ritsu Doan (Sugawara), Keito Nakamura (Suzuki), Junya Ito (Machino), Daichi Kamada (Tanaka), Kaishu Sano, Daizen Maeda (Ogawa); Ayase Ueda. Técnico: Hajime Moriyasu

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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