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Bom retrospecto e vitórias importantes marcam histórico da seleção em Porto Alegre

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Brasil joga as quartas de final da Copa América em cidade que guarda capítulos marcantes da história

 

Da Redação

seleção brasileira terá na próxima quinta-feira, em Porto Alegre, a oportunidade de vivenciar mais uma partida importante na capital gaúcha. A equipe do técnico Tite vai entrar em campo pelas quartas de final da Copa América, contra adversário ainda indefinido, e com um retrospecto bastante favorável na cidade, com direito a vitórias sobre adversários badalados e aproveitamento acima de 90%.

Em 16 jogos na cidade, o Brasil ganhou 15 vezes e perdeu somente uma vez, em um amistoso para a Argentina por 2 a 0, no Beira-Rio, em 1970. Em todas as outras passagens pela capital gaúcha, inclusive por competiçoes oficiais, a seleção brasileira se deu bem. Um dos capítulos mais importantes dessa trajetória foi em 2001, quando atravessava uma fase crítica nas Eliminatórias.

A seleção brasileira vinha de três partidas seguidas sem vencer no classificatório para o Mundial da Ásia, havia acabado de fracassar na Copa das Confederações e na Copa América, além de mudar de técnico. Luiz Felipe Scolari substituiu Emerson Leão e estreou com derrota para o Uruguai, em Montevidéu, mas logo na rodada seguinte conquistou um resultado importante no estádio Olímpico. O Brasil venceu o Paraguai por 2 a 0, gols de Marcelinho Paraíba e Rivaldo, e conseguiu se recuperar.

Na década de 1990 a cidade recebeu outras três partidas importantes. O primeiro jogo da seleção brasileira depois de conquistar o tetracampeonato mundial, nos Estados Unidos, em 1994, foi na capital gaúcha. Em dezembro daquele ano, no Olímpico, o Brasil bateu a Iugoslávia por 2 a 0 em amistoso (gols de Viola e Branco) e usou pela primeira vez a camisa amarela com quatro estrelas no peito.

No estádio do Inter, o Beira-Rio, o Brasil teve vitórias marcantes na década de 1990 contra rivais de peso no futebol. Em 1992, a então campeã mundial Alemanha veio ao Sul e perdeu por 3 a 1 em amistoso. Luís Henrique, Bebeto e Jorginho marcaram os gols da seleção brasileira. Anos depois, em 1992, o estádio presenciou uma grande atuação do meia Rivaldo contra a Argentina.

O jogador do Barcelona marcou três vezes na vitória por 4 a 2, no feriado de 7 de setembro. Ronaldo anotou o outro gol. A partida valeu como uma revanche, pois dias antes a Argentina havia vencido o Brasil por 2 a 0 em um encontro em Buenos Aires.

Jogos em Porto Alegre

1969 – 2 a 1 no Peru, amistoso no Beira-Rio

1970 – 0 a 2 para a Argentina, amistoso no Beira-Rio

1972 – 3 a 2 no Paraguai, amistoso no Beira-Rio

1981 – 3 a 0 na Bulgária, amistoso no Olímpico

1985 – 3 a 1 no Chile, amistoso no Beira-Rio

1987 – 1 a 0 no Paraguai, amistoso no Olímpico

1992 – 3 a 1 na Alemanha, amistoso no Beira-Rio

1994 – 2 a 0 na Iugoslávia, amistoso no Olímpico

1999 – 4 a 2 na Argentina, amistoso no Beira-Rio

2001 – 2 a 0 no Paraguai, pelas Eliminatórias, no Olímpico

2005 – 4 a 1 no Paraguai, pelas Eliminatórias, no Beira-Rio

2009 – 3 a 0 no Peru, pelas Eliminatórias, no Beira-Rio

2013 – 3 a 0 na França, amistoso na Arena Grêmio

2015 – 1 a 0 em Honduras, amistoso no Beira-Rio

2017 – 2 a 0 no Equador, pelas Eliminatórias, na Arena Grêmio

2019 – 7 a 0 em Honduras, amistoso no Beira-Rio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S. Paulo /https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,bom-retrospecto-e-vitorias-importantes-marcam-historico-da-selecao-em-porto-alegre,70002885042

Foto: Alex Silva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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