Economia

Trump não pretende abrir exceção a nenhum país exportador, diz Casa Branca

Publicado em

Economia

Mesmo países aliados, como o Canadá, devem sofrer taxação para exportar aço e alumínio para os EUA

Da Redação

O conselheiro de comércio da Casa Branca, Peter Navarro, afirmou que o plano do presidente Donald Trump em relação às tarifas de aço e alumínio não considera isenções para países específicos.  “Neste momento em que estamos, não há exclusões de países”, disse, em entrevista à CNN neste domingo, 4.

Aliados dos Estados Unidos, incluindo o Canadá, protestaram contra o movimento protecionista planejado, alegando que não deveriam ser incluídos. O Pentágono havia recomendado tarifas “direcionadas”, de modo a não prejudicar os parceiros. Mas Navarro disse que Trump decidiu adotar tarifas de importação abrangentes, com o objetivo de impulsionar os fabricantes americanos.

“Assim que você isenta um país, posteriormente você é obrigado a isentar outro país”, afirmou. 

O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou à emissora ABC que o presidente deve fazer um pronunciamento oficial sobre as tarifas nos próximos dias. Ele também acredita que não haverá isenções. “Até onde sei, ele está falando sobre uma medida bastante ampla… Ainda não ouvi descrições sobre exceções específicas.”

Ross descartou as consequências de possíveis retaliações. “Com certeza, pode haver algum tipo de retaliação, mas os montantes sobre os quais eles estão falando também são bem triviais.” Ele relatou que a União Europeia ameaçou com tarifas em mais US$ 3 bilhões. 

Críticas. O número de correligionários republicanos e grupos empresariais que criticam a medida cresce a cada dia. Lindsey Graham, senador republicano da Carolina do Sul, considerado influente, disse que o presidente Donald Trump está cometendo um “grande erro” ao impor tarifas sobre aço e alumínio importados. Graham relatou que Trump está tornando a China “inatingível”. “A China está ganhando e nós estamos perdendo com este regime tarifário.”

Theresa May. Em conversa telefônica com Trump na tarde deste domingo, 4, a  primeira-ministra britânica, Theresa May, disse estar “profundamente preocupada” com o anúncio de taxação para metais como aço e alumínio. Para ela, uma ação multilateral seria “a única maneira de resolver o problema da sobrecapacidade global de todas as partes interessadas”. A informação foi divulgada por meio de um comunicado à imprensa por Downing Street, o endereço oficial do governo do Reino Unido. 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / Associated Press e Celia Froufe. 

Foto: AFP PHOTO / MANDEL NGAN

 

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Economia

Galípolo critica empresas que pressionam para usar FGC

Publicados

em


O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, criticou nesta quinta-feira (13) a pressão de instituições não bancárias para usar o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) na captação de varejo.

Galípolo explicou que muitas empresas, de pequeno ou médio porte, buscam autorização para atuarem semelhante aos bancos, usando as garantias do FGC, porém não apresentam ativos suficientes para tal operação.

“Esse é um tipo de comportamento que não é desejável, que deve ser coibido e inibido pelos reguladores e pela gente, por isso que a gente vem trabalhando muito com o FGC, numa sucessão de medidas”, completou.

O principal problema, conforme o presidente do BC, é que as empresas de intermediação, quando procuram desempenhar papel análogo ao dos bancos, competem entre si e com as grandes instituições, porém com regras mais brandas para captação, prazos maiores e menor necessidade de garantias.

“Banco está em um negócio que é tomar dinheiro emprestado mais barato do que empresta e ter de pagar o que tomou emprestado depois do que pretende receber. Mesmo que ele consiga fazer esse casamento bem-feito entre passivo e ativo, bancos são falíveis, porque o nível de inadimplência pode crescer para quem você emprestou dinheiro, o negócio pode não ir bem ou você pode ter que transformar os seus ativos em liquidez numa velocidade que não é possível. Nessas condições, para você tentar conter esse tipo de corrida, o fundo garantidor exerce um papel essencial”, disse Galípolo, ao destacar a importância do fundo como elemento de estabilização do sistema financeiro.

O presidente do BC participou da comemoração aos 30 anos do FGC, criado em 16 de novembro de 1995 para proteger pequenos investidores e dar estabilidade ao sistema financeiro com a chegada do Plano Real. O fundo é mantido com contribuições das instituições financeiras associadas.

O fundo teve papel importante de prevenção a crises durante o Plano Collor, Plano Real e a crise mundial de 2008.

Recentemente, o fundo tem reembolsado investidores e correntistas de instituições prejudicadas pelas fraudes do Banco Master, em um montante de aproximadamente R$ 40,6 bilhões para cobrir as garantias de cerca de 1,6 milhão de credores. Após o impacto causado pelo Master, o FGC aprovou um plano de emergência para recompor o caixa, com aumento de até 60% das contribuições adicionais das instituições associadas.

Quando um banco quebra, o FGC reembolsa depósitos e determinados investimentos até o limite de R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), por instituição ou conglomerado financeiro. Existe ainda um teto global de R$ 1 milhão em indenizações por CPF ou CNPJ em um período de quatro anos. O objetivo é aumentar a segurança dos investidores e preservar a confiança no sistema financeiro.

O evento também inaugurou a exposição “O FGC e a Rede de Proteção do Sistema Financeiro Nacional”, que ficará até o dia 30 de setembro no Prédio das Moedas, sede da B3, no centro da capital paulista. A mostra explica as origens e mudanças pelas quais o fundo passou ao longo de 30 anos, assim como seu funcionamento e impactos na economia nacional.



TOP FAMOSOS

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA