Economia
Supermercados oferecem descontos mínimos de 15% pelo celular
Economia
Sistema oferece descontos exclusivos, de acordo com o perfil de compras, e sugestões do aplicativo
Da redação
As redes Pão de Açúcar e Extra lançaram um sistema de descontos pelo celular. Em vez de saber das ofertas por panfletos, cartazes ou propaganda na TV, o cliente fica sabendo das promoções diretamente em seu celular.
O diferencial do programa Meu Desconto é que ele oferece ofertas exclusivas para cada cliente, dependendo do histórico de compra de cada cliente.
Segundo o Grupo Pão de Açúcar (GPA), dono das duas redes, o desconto mínimo será de 15%, mas não haverá percentual máximo – depende da negociação com os fornecedores.
Para ter direito ao desconto, o cliente precisa baixar os aplicativos do Clube Extra e Pão de Açúcar Mais, disponíveis para os sistemas iOs ou Android.
Para clientes já cadastrados nos programas de fidelidade das bandeiras, basta identificar-se com o CPF para ter acesso às ofertas personalizadas. Clientes que ainda não são cadastrados nos programas de fidelidade terão acesso a promoções sugeridas pelo aplicativo.
A partir daí, basta clicar nas ofertas desejadas. A validação é automática e acontece imediatamente. Basta pegar o produto escolhido, passar no caixa e identificar-se com seu CPF: o desconto será aplicado.
As ofertas serão aceitas em todas as modalidades de loja do Pão de Açúcar e Extra. Pesquisa da Kantar Worldpannel mostrou que 80% dos brasileiros afirmam terem comprado produtos com descontos nos últimos meses.
Para o GPA, chama a atenação que muitos consumidores compram produtos sem planejamento dos itens em oferta.
“O Meu Desconto é uma evolução na forma do varejo oferecer ofertas e na maneira como os programas de fidelidade relacionam-se com os clientes”, diz Jorge Faiçal, diretor de marketing do GPA.
Fonte: Veja
Economia
Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global
O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.
A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Ibovespa
A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.
O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.
Petróleo
Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.
A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.
Contexto global
O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.
No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.
*com informações da Reuters
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