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Prefeitura de Sinop inicia elaboração do Plano de Desenvolvimento Setorial do Turismo de Pesca

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, iniciou a elaboração do Plano de Desenvolvimento Setorial do Turismo de Pesca, iniciativa que busca estruturar a cadeia produtiva da pesca esportiva, fortalecer o turismo e ampliar as oportunidades de desenvolvimento econômico no município. O trabalho conta com a parceria do Sebrae Mato Grosso e com consultoria técnica especializada. As diretrizes do projeto foram apresentadas durante reunião realizada nesta semana, que marcou o início oficial das atividades.

O plano terá construção conjunta entre o poder público, empresários e representantes dos diversos segmentos ligados ao turismo de pesca. O objetivo é identificar potencialidades, desafios e oportunidades para consolidar Sinop como referência em turismo de pesca esportiva em Mato Grosso, além de estabelecer diretrizes que orientem o crescimento sustentável da atividade.

A primeira etapa do projeto terá início ainda nesta semana com a elaboração do diagnóstico situacional do turismo de pesca em Sinop. O trabalho incluirá entrevistas, visitas técnicas e escuta junto aos diversos segmentos da cadeia produtiva para levantar informações sobre infraestrutura turística, perfil dos visitantes, legislação, aspectos ambientais, espécies de interesse esportivo e o grau de maturidade dos empreendimentos locais. O levantamento servirá de base para o planejamento estratégico do setor, que definirá metas, prioridades e ações para o desenvolvimento da atividade.

A diretora de Turismo da Prefeitura de Sinop, Leidiane Viegas, destacou que o sucesso do projeto depende da participação ativa de toda a cadeia produtiva. “Este será um documento construído de forma colaborativa, ouvindo quem vive o turismo de pesca diariamente. Por isso, pedimos o apoio de empresários, operadores, condutores, associações, agências, marinas, lojas de pesca e todos os prestadores de serviços do segmento para que recebam as equipes de trabalho, participem das entrevistas e compartilhem informações sobre a realidade de seus empreendimentos. Quanto maior for a participação do setor, mais fiel será o diagnóstico e mais eficientes serão as ações propostas para fortalecer a pesca esportiva e consolidar Sinop como um destino de referência nesse segmento”, afirmou.

A diretora também ressaltou o potencial do município para esse segmento turístico. “Sinop possui um enorme potencial para o turismo de pesca esportiva. Com este plano, teremos um diagnóstico técnico e participativo que permitirá organizar o setor, identificar oportunidades, fortalecer nossos empreendedores e planejar ações capazes de transformar esse potencial em desenvolvimento econômico, geração de emprego, renda e valorização dos nossos recursos naturais”, pontuou.

A analista técnica do Sebrae Mato Grosso, Kallinca Barbieri, explicou que a instituição oferecerá apoio técnico durante todas as etapas do projeto. “O Sebrae atuará em parceria com a Prefeitura de Sinop, oferecendo apoio técnico durante toda a elaboração do Plano de Desenvolvimento do Turismo de Pesca. Nosso papel é contribuir para que esse trabalho seja construído de forma participativa, envolvendo empresários, guias, pescadores, poder público e os demais atores da cadeia produtiva. Acreditamos que um plano construído a partir da realidade local gera estratégias mais efetivas e sustentáveis para o fortalecimento do setor. A participação dos empreendedores, do poder público e de toda a cadeia produtiva será fundamental para que o plano reflita a realidade do município e contribua efetivamente para o seu desenvolvimento”, afirmou.

Na avaliação da analista, o plano servirá como referência para orientar os investimentos e o crescimento do turismo de pesca no município. “O Plano de Desenvolvimento do Turismo de Pesca será um importante instrumento para orientar as ações e os investimentos voltados ao fortalecimento da atividade no município. Ele permitirá identificar oportunidades, desafios e definir estratégias para estruturar o turismo de pesca de forma organizada e sustentável. Para Sinop, representa uma oportunidade de consolidar o município como referência nesse segmento, impulsionando a economia local, fortalecendo os pequenos negócios, gerando emprego, renda e ampliando a competitividade da cadeia produtiva. Mais do que elaborar um documento, estamos construindo um planejamento estratégico que servirá como referência para o futuro do turismo de pesca em Sinop”, ressaltou.

O consultor do Sebrae, Kelven Lopes, explicou que o projeto será desenvolvido em três etapas e terá início com um amplo diagnóstico da cadeia produtiva do turismo de pesca. “A primeira etapa é uma escuta ativa e um diagnóstico geral de todos os elos que compõem a cadeia do turismo de pesca, envolvendo condutores, hotelaria, pousadas, hotéis de pesca, Associação de Pescadores de Sinop, marinas e demais prestadores de serviços. A partir desse levantamento serão definidas, por meio de uma metodologia, as diretrizes para as políticas públicas de desenvolvimento do turismo de pesca esportiva. Na sequência, será elaborado o plano estratégico, com previsão de lançamento em novembro. O documento abordará a legislação, as espécies de interesse, o impacto econômico da atividade e os indicativos de geração de emprego e renda”, afirmou.

Ao final dos trabalhos, Sinop contará com um instrumento técnico para orientar o crescimento da pesca esportiva, estimular investimentos, fortalecer a governança do setor e ampliar a competitividade do destino turístico.



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Fim da escala 6×1 traz esperança de mais tempo para família e saúde

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Adrielle Barbosa de Aquino tem 27 anos e é mão de duas crianças. Atualmente, ela trabalha como garçonete de segunda a sábado, em um restaurante no centro da cidade do Rio de Janeiro.

Desde que saiu da adolescência e começou em seu primeiro emprego, há quase dez anos, Adrielle não sabe o que é ter dois dias de folga em uma semana.

“Nessa escala 6×1, eu só tenho o domingo de folga, né? É o dia que eu tenho para resolver minhas coisas. Um dia para resolver mil coisas e a gente fica perdida. Ainda mais quando a gente é mãe. É pesado!”

Ela acrescenta que, quando precisa resolver outras coisas que não são possíveis em um domingo, como uma simples consulta médica dos filhos, acaba tendo de faltar ao trabalho: “a gente acaba perdendo um dia de trabalho e tem o salário descontado”.

>> Clique aqui e leia mais sobre o fim da escala 6X1 na Agência Brasil

Jornada exaustiva

Adrielle é um dos milhões de brasileiros com a exaustiva jornada de seis dias de trabalho por semana.

Ela, como muitos, vê na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, nesta quarta-feira (14) pelo Senado Federal, uma possibilidade de ganhar mais tempo livre: seja para descansar, curtir a família, se divertir, estudar, resolver problemas, ter um acompanhamento melhor de sua saúde ou mesmo para ganhar um dinheiro extra.

Uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pela Nexus mostra que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1. 

Yasmin Nascimento trabalha como auxiliar administrativo em uma clínica, também na escala 6×1. Na correria de uma manhã de quinta-feira, ela conversou com a Agência Brasil, enquanto seu mototáxi já a aguardava para levá-la para mais um dia de trabalho. 

Enquanto se preparava para subir na garupa da motocicleta, Yasmin disse esperar que as pessoas possam aproveitar melhor o tempo livre com outras atividades

“É mais um dia de folga com a sua família, mais um dia que a gente pode usar para trabalhar, estudar. Enfim, a folga é da pessoa, ela sabe o que ela vai fazer na folga dela, mas fiquei muito feliz porque essa PEC foi aprovada.”


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermurin de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermurin de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A ajudante de cozinha, Cristiane Wandermuren comenta a aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, no centro do Rio de Janeiro – Tomaz Silva/Agência Brasil

Cristiane Wandermuren, de 56 anos, também trabalha desde a adolescência com apenas uma folga por semana. Antes como auxiliar de serviços gerais e atualmente como ajudante de cozinha. 

“Se eu tivesse mais um dia, eu iria cuidar da minha saúde, curtir mais os meus netos. Hoje tenho pouco tempo para minha família”, lamenta.

“Só temos o domingo. Como eu vou no domingo ao médico? Médico a gente normalmente vai no meio da semana… Aí o patrão já fica de cara feia se você chega mais tarde”.

6×1 no passado

Simone Cunha de Oliveira passou 15 anos trabalhando na escala 6×1. Há algum tempo, no entanto, começou a trabalhar em uma escola, onde consegue ter duas folgas na semana.

“A qualidade de vida é bem melhor, você tem dois de descanso, você pode resolver seus problemas. Só um dia para fazer tudo o que você quer ou precisa, não tem condições”, relata.

Ela não vê a hora de sua irmã, que trabalha como vendedora de automóveis e ainda não conseguiu se livrar da escala 6×1, também poder folgar duas vezes por semana.

“Eu só posso vê-la no domingo. Espero que a mudança na lei melhore principalmente a saúde das pessoas. As pessoas estão ficando doentes de tanto trabalhar. Que elas tenham o descanso que merecem”.


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Maria Antônia de Carvalho fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Maria Antônia de Carvalho fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aposentada Maria Antônia de Carvalho trabalhou a vida inteira com apenas um dia de descanso por semana – Tomaz Silva/Agência Brasil

Maria Antônia de Carvalho, de 63 anos, precisou se aposentar para conseguir ter mais do que um dia de descanso semanal.

“Eu trabalhei na 6×1 minha vida inteira. Era horrível não ter tempo para nada. Eu não tinha tempo para nada. Não dava mesmo. Quando você pensava que ia descansar, no outro dia você já estava trabalhando de novo. Agora ficou maravilhoso, porque eu tenho mais tempo para mim, para minha família”.


Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Luciana Machado de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 15/10/2026 – A aposentada Luciana Machado de Oliveira fala à Agência Brasil sobre a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com da escala de trabalho 6x1, no centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Aposentada Luciana Machado comemora o fim da escala de trabalho 6×1 – Tomaz Silva/Agência Brasil

Com 65 anos, Luciana Machado também trabalhou seis dias por semana durante quase toda a vida. Apenas recentemente, já aposentada, ela passou a trabalhar na escala 5×2, mas, segundo ela, precisava trabalhar a mais todos os dias, para compensar a folga no sábado.

“Com essa nova escala, tenho receio de que a pessoa tenha que aumentar o horário de trabalho durante a semana, como aconteceu comigo. Também pode ser que o funcionário perca dinheiro trabalhando um dia a menos”, afirma.

Quando passa a valer? 

De acordo com o texto aprovado ontem pelos senadores, Lucian não precisa se preocupar com aumento da carga horária de trabalho, já que as empresas terão que garantir a escala 5×2, assim como a redução da jornada de 44 para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional.

Dessa forma, caso a PEC seja promulgada ainda em outubro, as regras entrariam em vigor em dezembro de 2026.  

Após essa primeira redução, a jornada terá de cair para 40 horas, 12 meses depois. Assim, a transição completa levará 14 meses.  

A exceção são os trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão uma regra de transição diferenciada (confira abaixo).  

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6×1: 

  • escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias); 
  • redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias) 
  • jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5×2 (em 14 meses).  

Como será feito o cálculo das horas de trabalho? 

No intervalo entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir, ao longo da semana, as duas horas acima das oito normais de serviço. Se repartidas igualmente, o empregado terá que trabalhar 8 horas e 24 minutos nos cinco dias na semana. 

Finalizada a fase de transição, todos os empregados devem trabalhar, no máximo, oito horas diárias e 40 horas semanais em 5 dias na semana. Para trabalhar mais horas, apenas mediante pagamento de hora-extra. 

A proposta prevê que lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias de mitigação dos impactos da redução da jornada para os microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.  

 



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