Economia
Nova taxa de juros ajudará a estabilizar inflação, diz diretor do Banco Central
Economia
Tiago Berriel argumentou que a atual Taxa de Juros de Longo Prazo depende de decisões do Conselho Monetário Nacional, o que retira sua previsibilidade.
Da Redação
O diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Tiago Couto Berriel, afirmou nesta quarta-feira, 12, que o BC trabalha para que a oscilação da inflação seja menor daqui para frente. “Isso não é uma promessa, mas um compromisso”, disse. O diretor disse ainda que, diante desse compromisso, a criação da Taxa de Longo Prazo (TLP) trará um ciclo virtuoso, estabilizando a atividade e contribuindo para o controle do ritmo de avanço de preços na economia. O cálculo da nova taxa é vinculado NTN-B, título público atrelado à inflação.
“Pessoas dizem que inflação gera volatilidade maior na TLP, mas isso não é verdade. TLP trará ciclo virtuoso, estabilizando atividade e inflação, e isso estabiliza a própria TLP”, disse Berriel.
Berriel criticou ainda a forma atual de subsídio pela TJLP, que é implício. Ele se dá pela diferença que há hoje entre o custo que o Tesouro Nacional paga ao mercado para se financiar, que é a Selic (hoje em 10,25% ao ano) e a TJLP, em 7% ao ano. Nos quatro primeiros meses deste ano, o governo já teve um custo de R$ 5,97 bilhões por conta dessa diferença (o chamado subsídio implícito). Mas no passado recente, com um diferencial de juros ainda maior, essa conta chegou a mais de R$ 20 bilhões em 2014.
“O País pode dar subsídio, mas dentro do Orçamento, com transparência. O subsídio tem que ser debatido e ranqueado ante outros gastos, não fora do balanço. Essa maneira (de subsídio implícito) não é transparente”, criticou o diretor do BC.
Berriel disse também que a TLP não significa eliminar totalmente o crédito subsidiado da economia. Mas ele alertou que nenhum país hoje dá crédito a empresas a uma taxa de juros menor que o seu próprio custo de financiamento. “Estamos aproximando taxa de financiamento do BNDES ao custo de oportunidade do Tesouro Nacional”, explicou.
Berriel ainda questionou a efetividade dos investimentos que obtêm essa taxa subsidiada. “Estamos subsidiando empresa cujo investimento dá retorno para a economia ou setor que acessaria crédito normalmente?”, questionou durante audiência pública que discute a Medida Provisória (MP) 777, que cria a nova Taxa de Longo Prazo (TLP), mais aderente ao custo de captação do Tesouro.
“Só vemos investimentos ineficientes nos setores que estão sendo subsidiados”, disse o diretor. Segundo Berriel, não à toa o País tem assistido a um processo lento de “digestão” dos maus investimentos realizados com os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Entenda. Nos quatro primeiros meses deste ano, o governo já teve um custo de R$ 5,97 bilhões por conta da diferença entre o custo que o Tesouro Nacional paga ao mercado para se financiar, que é a Selic (hoje em 10,25% ao ano), e a taxa que a União cobra nos empréstimos ao BNDES, que é a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), em 7% ao ano (o chamado subsídio implícito). Mas no passado recente, com um diferencial de juros ainda maior, essa conta chegou a mais de R$ 20 bilhões em 2014.
A TLP vai refletir mais de perto o custo de captação do Tesouro, eliminando o subsídio implícito ao longo de cinco anos. Isso porque o cálculo da taxa é vinculado NTN-B, título público atrelado à inflação. A ideia do governo é que a nova Taxa de Longo Prazo possa variar mês a mês, mas não mude uma vez fixada em determinado contrato de financiamento. Ela será aplicada em contratos assinados a partir do início de 2018, segundo a proposta do governo.
Outra vantagem da criação da TLP é que o BNDES poderá securitizar sua carteira, apontou Berriel. Isso significa vender os direitos de recebimento daquele crédito. “Isso vai permitir o fomento do mercado secundário e, assim, do setor privado”, avaliou.
Fonte: O Estado de S. Paulo
Economia
Dólar sobe a R$ 5 e bolsa cai 2% em dia de tensão global
O dólar fechou acima de R$ 5 e a bolsa brasileira caiu mais de 2% nesta quarta-feira (29), em um dia marcado por cautela nos mercados globais. As negociações foram influenciadas pelas tensões no Oriente Médio, pela reunião do Banco Central estadunidense e pela expectativa pela definição de juros no Brasil.

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,001, com alta de R$ 0,019 (+0,4%). A cotação começou o dia estável, em torno de R$ 4,98, mas subiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. Na máxima do dia, por volta das 16h, chegou a R$ 5,01.
A moeda estadunidense subiu perante as principais moedas do planeta. O movimento refletiu um cenário externo mais incerto, com impacto das tensões geopolíticas e da decisão do Federal Reserve (Fed), que manteve os juros nos Estados Unidos na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Ibovespa
A Bolsa brasileira teve forte queda e atingiu o menor nível desde 30 de março, ampliando a sequência negativa recente. O Ibovespa encerrou o dia aos 184.750 pontos, com recuo de 2,05%. Durante a sessão, o índice oscilou entre a mínima de 184.504 pontos e a máxima de 188.709 pontos, em um intervalo superior a 4 mil pontos.
O índice acumula queda de 3,14% na semana e de 1,45% no mês, mas sobe 14,66% no ano. Desde a máxima histórica registrada em abril, o Ibovespa já recuou cerca de 14 mil pontos, sendo que a perda desta sessão foi a mais intensa desde 20 de março.
Petróleo
Os preços do petróleo dispararam no mercado internacional, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo WTI, referência nos Estados Unidos, fechou cotado a US$ 106,88, com alta de 6,95%. Já o Brent, usado nas negociações da Petrobras, encerrou a US$ 110,44, avançando 5,78%.
A valorização ocorre em meio a incertezas sobre o fornecimento global da commodity, especialmente diante do risco de interrupções no fluxo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no mundo.
Contexto global
O cenário externo concentrou a atenção dos investidores ao longo do dia. O Federal Reserve manteve a taxa de juros e sinalizou preocupação com a inflação e com o aumento das incertezas globais. Ao mesmo tempo, a intensificação do conflito no Oriente Médio elevou a volatilidade nos mercados internacionais. A alta do petróleo, acima de US$ 100 por barril, também reforçou as pressões inflacionárias.
No Brasil, o mercado acompanhava ainda a expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte de 0,25 ponto percentual nos juros básicos, para 14,5% ao ano, só foi divulgado após o fechamento das negociações.
*com informações da Reuters
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