Economia
Guarda Municipal leva conscientização a crianças em Cuiabá
Economia
A Guarda Municipal de Várzea Grande reforçou, nesta quinta-feira (11), seu compromisso com a proteção da infância ao promover mais uma edição do projeto “A Arte de Proteger”, desta vez no Projeto Zoe, desenvolvido pela Igreja Maanaim, no bairro Coophema, em Cuiabá. A iniciativa levou informação, conscientização e momentos de interação para as crianças atendidas pelo programa de alfabetização da instituição.
Durante toda a manhã, a equipe da Guarda Municipal realizou atividades educativas e recreativas voltadas à campanha nacional “Faça Bonito”, que mobiliza a sociedade no enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. Por meio de apresentações com teatro de fantoches e dinâmicas participativas, os alunos receberam orientações sobre autocuidado, respeito, proteção pessoal e a importância de procurar ajuda de adultos de confiança diante de situações que possam representar riscos.
A abordagem lúdica contribuiu para que os conteúdos fossem assimilados de forma leve e adequada à faixa etária, estimulando a participação ativa das crianças, que interagiram com os personagens e demonstraram interesse pelos temas apresentados.
Com mais de duas décadas de atuação, o projeto “A Arte de Proteger” se consolidou como uma importante ferramenta de aproximação entre a Guarda Municipal e a comunidade, utilizando a educação preventiva como instrumento de transformação social. A ação realizada no Projeto Zoe fortalece a rede de proteção à infância e reafirma o papel da instituição na promoção da cidadania, do respeito e de uma cultura de paz.
Ao expandir suas atividades para além dos limites de Várzea Grande, o projeto amplia seu alcance e contribui para a formação de crianças mais conscientes, informadas e preparadas para identificar e denunciar situações de violência, fortalecendo a proteção dos direitos da infância e adolescência.
Galeria de Fotos (2 fotos)
Economia
Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos; ritmo supera o dos jovens
O emprego para pessoas com 60 anos ou mais tem crescido no Brasil proporcionalmente mais do que para outros grupos da população. No entanto, essas vagas vêm acompanhadas de mais informalidade, ou seja, sem carteira e sem proteção trabalhista.

Nos últimos dez anos, o número de pessoas 60+ no mercado de trabalho saltou 53%. No mesmo período, o tamanho dessa população na sociedade brasileira cresceu 37%.
Essa comparação significa que o emprego dos idosos cresce em ritmo mais acelerado que o envelhecimento da população.
A constatação faz parte de um estudo divulgado esta semana pela empresa de pesquisa e de inteligência de dados Nexus.
De 2016 a 2025, o número de idosos no país passou de 25,8 milhões para 35,2 milhões. Eles eram 13% da população, e atualmente são 17%.
Nesse período de dez anos, o contingente de trabalhadores 60+ avançou de 5,7 milhões para quase 8,8 milhões.
No fim do ano passado, uma em cada quatro (25%) pessoa 60+ estava ocupada. Em 2016, a taxa era 22%. O dado de 2025 é o maior dos últimos dez anos.
Na comparação com a população geral, o crescimento populacional foi de 5% no período, subindo de 203,2 milhões de pessoas para 212,6 milhões. Já o número de empregos expandiu-se 14,6%. Ao fim de 2025, o Brasil tinha praticamente 103 milhões de trabalhadores.
Meio cheio, meio vazio
O CEO (diretor executivo) da Nexus, Marcelo Tokarski, avalia os resultados como um “copo meio cheio, meio vazio”.
“Por um lado, a gente pode celebrar o fato de que as pessoas quando chegam aos 60, 70 anos, ainda estão com uma capacidade ativa para o trabalho”, disse à Agência Brasil.
Entretanto, acrescenta ele, há uma precarização do período comumente destinado à aposentadoria, lembrando que a faixa etária inclui pessoas de 75 anos, por exemplo.
“A pessoa que tem 75 anos de idade que, em tese, já deveria estar gozando da sua aposentadoria e muitas vezes precisa continuar trabalhando provavelmente para complementar a sua renda”, diz.
Tipos de trabalho
O levantamento da Nexus foi feito com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou uma vaga.
O CEO da Nexus aponta que, apesar de não saber o grau exato de influência, a reforma da Previdência, de 2019, é um dos motivos que explicam o aumento de pessoas 60+ no mercado de trabalho.
“A última reforma da Previdência subiu a idade mínima e também o tempo de contribuição, isso força as pessoas a trabalharem mais”, analisa.
Sob o argumento de equilibrar as contas da previdência, a reforma passou a exigir, das mulheres, pelo menos 62 anos de idade e 15 anos de contribuição para se aposentar. No caso dos homens, 65 anos de idade e 20 anos de contribuição.
Antes, mulheres podiam se aposentar com 60 anos e não havia, para nenhum dos dois sexos, idade mínima para aposentadoria por tempo de contribuição. Para homens, não houve mudança na idade mínima.
Informalidade
O estudo do Nexus identificou que para mais da metade (53%) dos 60+ no mercado de trabalho, a informalidade é uma realidade superior à de outros estratos da população. Na população geral, o índice é de 38%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, 41%.
O IBGE considera informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, por exemplo. Na informalidade, os trabalhadores não têm garantidos direitos como férias, contribuição para a Previdência Social e décimo terceiro salário.
Para Marcelo Tokarski, da Nexus, a informalidade é uma característica estrutural do emprego 60+. “Isso indica uma precarização do trabalho”.
“Um público que não pode se dar ao luxo de permanecer desocupado. Enquanto o jovem, muitas vezes, consegue focar nos estudos ou prolongar a busca pela vaga ideal, o 60+ migra rapidamente para a informalidade”, avalia.
Uma das conclusões da pesquisa é que “a sustentabilidade econômica do país agora depende de políticas públicas de incentivo à formalização e de uma revisão urgente das estruturas corporativas de ergonomia, benefícios e inclusão geracional”.
-
Política6 dias atrásProjeto de leitura transforma experiências e amplia horizontes de pessoas privadas de liberdade
-
Cidades6 dias atrásTrânsito terá alterações em Cuiabá para realização de corridas no sábado e domingo
-
Política7 dias atrásArticulação de Wanderley Cerqueira e apoio de Botelho garantem quase R$ 2 milhões para nova UBS em Várzea Grande
-
Esporte4 dias atrásAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
-
Cidades6 dias atrásCuiabá realiza mutirão de consultas neurológicas no HMC neste sábado
-
Política7 dias atrásCompromisso com o meio ambiente: Conheça as ações do Poder Judiciário de Mato Grosso
-
Esporte5 dias atrásSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
Cidades6 dias atrásMuseu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira

