Economia
Flávia Moretti destaca Festa de São Pedro como símbolo da identidade de Várzea Grande
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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), participou da procissão, da missa e da 45ª Festa de São Pedro, realizada no distrito de Bonsucesso, uma das mais tradicionais celebrações religiosas do município. Durante o evento, foram servidos mais de cinco mil quilos de peixe, segundo a organização.
De acordo com a prefeita, a participação na festa faz parte de sua história desde a infância.
“Eu me lembro de que meu pai sempre nos trazia para esta festa para comer peixe. Fico emocionada, pois são muitas lembranças. Essa comemoração faz parte da nossa história, é a identidade de Várzea Grande”, afirmou Flávia Moretti.
Morador de Bonsucesso desde o nascimento, o pescador Joaquim Leite, conhecido como “Painha”, de 96 anos, destacou a importância da tradição e pediu bênçãos para a comunidade.
“Aqui eu me sinto vivo. Essa tradição passa de geração em geração e é importante que se mantenha viva. Desejo que São Pedro traga bênçãos para todos nós de Várzea Grande”, disse.
Para o deputado estadual Wilson Santos, a festa representa a força da cultura ribeirinha e da pesca artesanal no município.
“Essa celebração representa o modo de vida de dezenas de milhares de famílias que escolheram viver às margens dos rios, tirando deles o seu sustento de forma honesta e digna. Quero parabenizar a prefeita Flávia por não deixar essa tradição morrer”, pontuou.
A superintendente de Cultura, Everlucy Arruda, ressaltou que a Festa de São Pedro é um patrimônio cultural de Várzea Grande e contribui para preservar as tradições locais.
“Além do aspecto religioso, a celebração também valoriza o papel dos pescadores na economia e na história de Bonsucesso, reconhecendo homens e mulheres que, diariamente, fazem do rio sua fonte de trabalho, renda e esperança”, afirmou.
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Governo registra déficit primário de R$ 53,3 bi em maio
As contas do Governo Central registraram déficit primário de R$ 53,3 bilhões em maio de 2026, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (29). O resultado considera as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central e representa o pior desempenho para o mês desde 2024, em valores corrigidos pela inflação.

O déficit primário ocorre quando as despesas do governo superam as receitas, sem considerar os gastos com juros da dívida pública.
Em maio de 2025, o resultado negativo havia sido de R$ 40,2 bilhões. A piora ocorreu porque os gastos avançaram em ritmo maior que a arrecadação.
Principais números:
• Déficit em maio: R$ 53,3 bilhões
• Receita líquida em maio: R$ 198 bilhões
• Despesas em maio: R$ 251,2 bilhões
• Alta das despesas (ante maio de 2025): 9,4% acima da inflação
• Alta das receitas (ante maio de 2025): 5,5% acima da inflação
• Déficit em 12 meses: R$ 142,3 bilhões (1,06% do PIB)
Gastos pressionam
O aumento das despesas foi o principal fator para o resultado negativo. Segundo o Tesouro, os gastos cresceram mais rapidamente que a arrecadação, pressionados principalmente pelas despesas discricionárias (não obrigatórias), que incluem custeio da máquina pública e investimentos.
Entre os destaques de maio estão:
• Despesas discricionárias: aumento real de R$ 16,7 bilhões;
• Investimentos: alta real de 73,9%;
• Custeio administrativo: crescimento de 19,7%;
• Benefícios previdenciários: aumento de R$ 4,9 bilhões.
Arrecadação melhora
Apesar do déficit, a arrecadação federal teve desempenho positivo em maio. As receitas com impostos e contribuições somaram R$ 266,8 bilhões, o maior resultado para meses de maio desde 2000, segundo dados da Receita Federal.
Entre as receitas que tiveram crescimento estão:
• Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL): alta de 36,7%;
• Imposto sobre Operações Financeiras (IOF): aumento de 30,4%;
• Royalties e participações do petróleo: avanço de 84,5%.
Por outro lado, houve queda nos dividendos recebidos de empresas estatais. Em maio, o governo arrecadou R$ 2,3 bilhões nessa rubrica, contra R$ 9,6 bilhões no mesmo mês de 2025.
Precatórios e emendas
O pagamento de precatórios – dívidas do governo com sentenças judiciais definitivas – também influenciou o resultado. No ano passado, esses débitos foram quitados em maio, enquanto em 2025 o pagamento ocorreu em junho.
Segundo o Tesouro, essa alteração afetou especialmente três grupos de despesas:
• Benefícios previdenciários: alta de R$ 42,7 bilhões;
• Pessoal e encargos sociais: aumento de R$ 19,2 bilhões;
• Sentenças judiciais de custeio e investimentos: crescimento de R$ 35,4 bilhões.
As emendas parlamentares também tiveram aceleração. O Orçamento de 2026 prevê R$ 49,9 bilhões em emendas, sendo R$ 37,8 bilhões de execução obrigatória.
Parcial do ano
No acumulado de janeiro a maio, o governo central registrou déficit de R$ 44,4 bilhões. No mesmo período de 2025, havia superávit de R$ 32,9 bilhões.
Ao descontar a inflação, esse é o déficit mais alto para os cinco primeiros meses do ano desde 2020, início da pandemia de covid-19.
A receita líquida acumulada chegou a R$ 1,059 trilhão, enquanto as despesas alcançaram R$ 1,104 trilhão.
Meta fiscal
Para 2026, a meta oficial prevê superávit primário de cerca de R$ 34,3 bilhões, mas há uma margem de tolerância que permite resultado até zero.
Com exceções previstas em lei para determinadas despesas, como precatórios, a estimativa atual do governo é encerrar o ano com déficit de aproximadamente R$ 60,3 bilhões.
Cenário anual
O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, afirmou que o resultado está dentro das expectativas do governo e que não compromete a previsão fiscal para o ano.
Segundo o Tesouro, a diferença entre receitas e despesas continua sendo o principal desafio para o equilíbrio das contas públicas em 2026.
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