Economia
Dólar tem quinta alta seguida e fecha em R$ 3,486 nesta quarta-feira
Economia
Moeda americana chegou a romper a casa dos R$ 3,50 durante o dia; mercado minimiza resultado da pesquisa que aponta Lula na liderança entre eleitores, mas vê desconforto com a decisão da Segunda Turma do STF de retirar delação do petista do juiz Sérgio Moro
Da Redação
Após atingir a cotação de R$ 3,50 antes o real, o dólar recuou um pouco no período da tarde e fechou a quarta-feira, 25, a R$ 3,486, alta de 0,45%.
O resultado marca o quinto dia seguido de valoriação da moeda, um movimento generalizado pelo mundo e que reage o humor dos investidores diante dos juros dos títulos públicos de dez anos dos Estados Unidos, que são comercializados acima dos 3% ao ano.
No Brasil, opera como pano de fundo também a decisão da Segunda Turma do STF de tirar do juiz Sérgio Moro a delação da Odebrecht sobre Lula. Ao ultrapassar a casa dos R$ 3,50 durante o dia, a moeda americana registrou a maior alta desde novembro de 2016.
O economista da MCM Consultores Antonio Madeira diz que o movimento de depreciação do real frente o dólar acompanha as perdas de outras moedas de países emergentes. “É um movimento mundial de depreciação de divisas emergentes por conta dos juros dos T-Note acima de 3% ao ano e apostas em alta da inflação e do juro americano mais rápido que o esperado”, avalia.
Internamente, segundo Madeira, a grande fragmentação na corrida eleitoral e a incerteza sobre o resultado da eleição não são novidades, minimizando o resultado da Pesquisa Ibope. Ele diz que há desconforto principalmente com a decisão da segunda turma do STF de retirar processos de Lula do juiz Sérgio Moro. “Começa a gerar um cenário mais extremo sobre possível revisão de decisões de Moro e da Justiça de segunda instância de Porto Alegre. É mais um risco no radar”, avalia.
Bolsa. A Bovespa fechou o dia com mais uma queda, nesta quarta-feira de 0,50%, aos 85.044,38 pontos. O mercado seguiu no Brasil em linha com o comportamento de suas pares internacionais.
No cenário político local, desagradou aos investidores o resultado da pesquisa Ibope, divulgada ontem. O levantamento mostrou que entre os eleitores de São Paulo o ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em segundo lugar, empatado com o deputado Jair Bolsonaro (PSL), ambos com 14%. A expectativa era de que o tucano se saísse melhor na sondagem que ouviu eleitores do Estado que governou por quatro mandatos. Além disso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida,mesmo preso e condenado na Lava Jato. Também traz preocupação a vitória parcial que o petista obteve ontem, com a decisão da Segunda Turma do STF de retirar de Sérgio Moro menções da delação da Odebrecht que tratam do sítio de Atibaia (SP) e do Instituto Lula.
Fonte: O Estado de S.Paulo
Foto: Epitácio Pessoa/AE
Economia
Sindicatos realizam ato pelo direito ao descanso e fim da escala 6×1
Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas foram às ruas em diversas cidades brasileiras nesta sexta-feira, 1º de maio, feriado que celebra o Dia Internacional do Trabalhador. 

Na pauta de reivindicações, as principais bandeiras eram o fim da escala de seis dias de trabalho e um de descanso (escala 6×1), sem redução salarial. Em Brasília, a manifestação foi no Eixão do Lazer, na Asa Sul.
A empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, foi ao ato com o neto, de 5 anos, a nora e a mãe, de 80, para cobrarem direitos trabalhistas.
Cleide, que atualmente trabalha com carteira assinada, recorda da época em que foi feirante autônoma e auxiliar de serviços gerais, sem carteira de trabalho. Ela chama a atenção para as ilegalidades cometidas contra suas colegas de profissão.
“Conheço pessoas que, agora, estão no trabalho, pois o patrão fala que hoje não é feriado, mas ponto facultativo. As coitadas não vão receber hora extra porque não sabem de seus direitos.”
O ato unificado 1º de Maio da Classe Trabalhadora foi organizado por setes centrais sindicais do Distrito Federal, com atrações culturais e discursos.
O movimento argumenta que a redução da jornada, ao contrário do que dizem empresas, não prejudica a economia e aumenta a produtividade, sendo uma questão de justiça social e um direito dos trabalhadores.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores no Distrito Federal (CUT-DF), Rodrigo Rodrigues, cita exemplos de sucesso na redução da jornada e critica o que classificou como “terrorismo” feito por algumas empresas.
“O descanso é uma necessidade humana e apenas um dia de descanso coloca os trabalhadores em uma situação de desprezo e de desgaste muito grandes. Portanto, reduzir a jornada é uma [questão de] justiça social, é um direito do trabalhador ao seu tempo e é também uma medida inteligente das empresas que fazem porque elas aumentam a produtividade, ao contrário do que diz o terrorismo que está sendo pregado.”
Lutas
A trabalhadora informal Idelfonsa Dantas participou da manifestação em busca de melhores condições para a população e, especificamente, pela redução da escala de trabalho. A vendedora considera que a luta deve ser diária.
“A gente sempre busca o melhor para a população trabalhadora.”
As bibliotecárias Kelly Lemos e Ellen Rocha passaram no concurso público da Secretaria de Educação do Distrito Federal em 2022 e estão desempregadas.
Enquanto, aguardam a nomeação para as vagas, elas lutam pela valorização das carreiras dos profissionais de educação e por melhores oportunidades.
“As crianças precisam de professores mais valorizados nas escolas”, defendeu Elen Rocha.
Tempo livre
Os cartazes com frases pelo fim da escala de trabalho 6×1 contribuíram para que três mulheres se unissem durante o protesto para defender mais tempo livre e, assim, garantir autocuidado, lazer e convivência em família.
A estagiária de psicopedagogia Ana Beatriz Oliveira, de 21 anos, trabalha com desenvolvimento de crianças neuro divergentes e tem duas folgas semanais.
Ela conta que por um ano trabalhou em grandes centros logísticos, com jornadas exaustivas que invadiam a madrugada e incluíam turnos dobrados. Como consequência, percebeu prejuízos em sua formação educacional e na saúde.
Ao mudar para escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso (5×2), Ana Beatriz percebeu melhorias na qualidade do sono, da alimentação, além de mais disposição no dia a dia.
“Sou extremamente contra a escala 6×1. Essa tem que acabar para ontem. Vejo que a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40, é muito possível. Se fizer tudo direito, com o planejamento das escalas, a gente vai trabalhar mais descansado, com mais qualidade e produzir mais.”
A aposentada Ana Campania chama a escala 6×1 de “escala da escravidão” e foi ao ato exigir o fim da precarização da mão de obra.
“Hoje é o nosso dia de luta por melhores condições. Principalmente, nesse momento que querem acabar com conquistas de muitas décadas. Por exemplo, a estabilidade dos servidores, garantias da CLT [Consolidação das Leis do Trabalho].”
Jornada feminina
Sindicalista com atuação de longa data na defesa dos direitos de operadores de telemarketing, Geraldo Estevão Coan veio ao ato desta sexta-feira e aproveitou para protestar por outra pauta: o fim da jornada dupla e até mesmo tripla que as mulheres trabalhadoras enfrentam no país. Para ele, os homens precisam compartilhar as tarefas de cuidado da casa e filhos
“O fim da escala 6×1 tem que beneficiar muito mais as mulheres. Nós, os maridos, também temos que nos conscientizar de que não é só a mulher que precisa cuidar da casa.”
Confronto
O ato em Brasília registrou um confronto entre manifestantes e apoiadores de Jair Bolsonaro. Tudo aconteceu depois que os simpatizantes levaram um boneco do ex-presidente em tamanha real vestido com uma capa da bandeira da Brasil.
O gesto durante o ato público foi encarado como provocação pelos manifestantes no Eixão Sul. Houver troca de insultos e socos, mas o princípio de tumulto foi contido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF).
“Pessoas com posicionamentos ideológicos divergentes iniciaram provocações e embates verbais entre si. As equipes policiais atuaram de forma rápida restabelecendo a ordem pública sem registro de ocorrências graves”, diz a publicação da PMDF.
-
Polícia10 horas atrásDenúncia grave: assessor é acusado de humilhar, ameaçar e atacar servidora em Várzea Grande”
-
Política4 dias atrásCI debaterá MPs editadas para conter alta dos combustíveis
-
Esporte5 dias atrásPalmeiras vence Bragantino fora de casa e chega a 10º vitória no Brasileirão
-
Entretenimento7 dias atrásFelipe Suhre celebra casamento com Erick Andrade em cerimônia no Rio: ‘Foi lindo’
-
Cidades7 dias atrásDistribuidora denunciada por som alto é interditada em Cuiabá por funcionamento irregular
-
Esporte5 dias atrásFlamengo atropela Atlético-MG por 4 a 0 no Brasileirão
-
Polícia7 dias atrásPolícia Militar prende vereador foragido da Justiça por violência doméstica em Barra do Bugres
-
Esporte5 dias atrásGrêmio vence o Coritiba na Arena e ganha fôlego na luta contra o Z4




Você precisa estar logado para postar um comentário Login