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Dólar cai a R$ 4,91 e fecha no menor valor em 27 meses

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O dólar fechou em forte queda, e a bolsa de valores avançou nesta terça-feira (5), em um dia marcado por maior apetite global por risco, apesar das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana atingiu o menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira foi impulsionada por resultados corporativos e pelo ambiente externo.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 4,912, com recuo de R$ 0,056 (-1,12%). A cotação caiu durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 4,90.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 26 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, a moeda registra recuo de 10,51% frente ao real.

O movimento ocorreu em meio à busca por ativos de maior risco no cenário internacional, favorecendo moedas de países emergentes. Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco.

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou preocupação com impactos inflacionários do cenário externo, reforçando a expectativa de juros elevados por mais tempo. Taxas altas tendem a sustentar a entrada de capital estrangeiro no país, pressionando o dólar para baixo.

Bolsa em alta

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, subiu 0,62%, aos 186.753 pontos.

O mercado também reagiu ao cenário internacional e à política monetária doméstica, após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano na última reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,81%, acompanhando o movimento positivo global.

Petróleo recua

Os preços do petróleo fecharam em queda, pressionados por sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, apesar de episódios recentes de tensão na região do Golfo.

O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, caiu 3,99%, a US$ 109,87. O barril WTI, do Texas, recuou 3,90%, a US$ 102,27.

Mesmo com a queda, os preços seguem acima de US$ 100 o barril, refletindo o cenário ainda incerto no Oriente Médio, especialmente em relação ao controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

*Com informações da Reuters



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Governo mantém elevação de tarifas a carro elétrico e renova cota zero

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O Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) manteve o cronograma de aumento das tarifas de importação para veículos elétricos e híbridos. O órgão, no entanto, aprovou a recriação de uma cota de importação com alíquota zero para modelos desmontados e semidesmontados.

A medida terá validade por seis meses a partir de 1º de julho do próximo ano e contempla um limite de US$ 463 milhões em veículos nos regimes CKD e SKD, que permitem a montagem final dos automóveis no Brasil.

Tarifas chegam a 35%

Segundo o Gecex, os veículos eletrificados semidesmontados (SKD) terão a tarifa de importação elevada para 35% a partir de julho. Já os modelos desmontados (CKD) continuarão com alíquota de 14% até o fim de 2026, passando também para 35% em janeiro de 2027.

A cota adicional com imposto zerado terá o mesmo valor do mecanismo que vigorou até janeiro deste ano. Acima do limite autorizado, continuam valendo as tarifas previstas no cronograma oficial.

A decisão não inclui veículos eletrificados totalmente montados, que seguem sujeitos às regras de tributação estabelecidas.

Governo defende transição

Em comunicado, o Gecex afirmou que a medida busca alinhar a política comercial a iniciativas voltadas à renovação da frota, incentivo à inovação e redução das emissões de carbono no setor automotivo.

O órgão destacou que os veículos eletrificados contribuem para a descarbonização da cadeia automotiva brasileira e para a adoção de tecnologias mais sustentáveis.

Indústria critica decisão

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) reagiu negativamente à medida e afirmou ver a decisão com “grande preocupação”.

A entidade declarou que a manutenção das cotas de importação com alíquota zero pode prejudicar fabricantes instalados no país, trabalhadores e empresas nacionais de autopeças.

Segundo a associação, manifestações de sindicatos, entidades empresariais e representantes da indústria apontaram impactos negativos sobre a produção local.



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