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CVM cria balanço de sustentabilidade para empresas de capital aberto

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) apresentou nesta sexta-feira (20) a resolução para que empresas de capital aberto e fundos de investimento possam prestar contas publicamente em relação à sustentabilidade. Os relatórios poderão ser apresentados a partir do ano que vem de forma semelhante à divulgação dos balanços contábeis, seguindo, inclusive, a mesma periodicidade.

Segundo o presidente da CVM, João Pedro Barroso do Nascimento, a prestação de contas será feita, inicialmente, de forma voluntária. Porém, a proposta é que, a partir de 2026, esses indicadores sejam apresentados por todas as empresas de capital aberto.

“A gente está trabalhando para trazer legitimidade e, por isso, a gente vai ouvir os parceiros privados. A gente acredita que vamos conseguir fazer isso em tempo, de tal maneira que em 2026 isso seja obrigatório”, disse.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que o país será pioneiro em estabelecer indicadores que permitam aos investidores e à sociedade comparar as empresas pelo ponto de vista da sustentabilidade. “É uma coisa muito nova, tanto é que o Brasil é o primeiro país signatário dessas regras, embora o G20 tenha validado essa instituição”, disse.

Na avaliação do ministro, uma maior transparência em relação a forma de produção das empresas tende a agregar valor aos produtos brasileiros. “O mundo não tem energia limpa, essa que é a verdade. A Ásia é uma indústria a céu aberto, né? Maior vai ser o nosso mercado potencial internacional quanto mais nós demonstrarmos o nosso compromisso ambiental. Isso para mercados relevantes, como o dos Estados Unidos e Europa, vai ser, cada vez, mais fundamental. Então, o Brasil tem que sair na frente mesmo”, disse.

Fonte: EBC Economia

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Petrobras anuncia descoberta de petróleo na Foz do Amazonas

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A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. 

Os hidrocarbonetos são obtidos principalmente do petróleo e do gás natural, servindo como matéria-prima essencial para combustíveis, plásticos e borrachas.

O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.

“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje [sexta-feira]. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

De acordo com a Petrobras, o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado por meio de perfis elétricos e indicativos em rocha. 

“As operações de perfuração permanecem em curso, visando a continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”, informou a estatal.

A atuação da Petrobras no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da companhia de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira, visando ao atendimento à demanda nacional de energia durante a transição energética justa.

A Petrobras é a operadora do bloco e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.



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