Economia
Cresce percentual de paulistanos que aposta em bets para elevar renda
Economia
A proporção de paulistanos que aposta em plataformas online para ter um aumento rápido da renda doméstica aumentou dez pontos percentuais entre 2024 e 2026, segundo estudo divulgado nesta segunda-feira (25) pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). 

Para a federação, os dados mostram que a cidade de São Paulo está afetada socioeconomicamente pelo fenômeno das bets, principalmente devido à exposição intensa das plataformas nas redes sociais.
Outras razões são a expansão dos meios de pagamento instantâneos ─ 96% dos entrevistados pagam os jogos com Pix ─ e a explosão de novas plataformas facilmente acessíveis por meio dos smartphones.
Complemento da renda
Os números obtidos pelo levantamento mostram que chega a 35% o percentual de entrevistados que declararam que apostam em busca de um aumento da renda. Em 2024, eles representavam um quarto dos apostadores entrevistados (25%). Foram ouvidas 600 pessoas entre 4 e 8 de maio de 2026.
A pesquisa constatou que, entre pessoas com renda que não ultrapassa dois salários mínimos (cerca de R$ 3 mil), 40% apostam para elevar o orçamento doméstico.
Essa proporção cai para 30% na faixa entre dois e cinco salários e, para 29%, entre as famílias que ganham entre cinco e dez salários.
A metade da população paulistana (50%) aposta com frequência, o mesmo percentual de dois anos atrás. Entre os entrevistados, 7% reconheceram sofrer de dependência de jogo.
A FecomércioSP avalia que “pessoas em situação de vulnerabilidade financeira têm recorrido cada vez mais a esse tipo de consumo de risco, como uma maneira de superar as condições difíceis do orçamento”.
“As classes baixas e médias dizem se valer das plataformas com mais ênfase do que aquelas de rendimentos mais altos. Isso acontece porque são essas faixas que mais demandam a expansão da própria renda”, analisa a federação.
Gastos com bets
De acordo com os resultados, também mudou a destinação que esses recursos teriam caso as plataformas não existissem. Um quarto (26%) dos paulistanos diz que, se não apostasse, guardaria esse dinheiro. Na pesquisa anterior, essa margem era de 19%.
Os dados apontam que parte significativa das pessoas usaria os recursos para consumos essenciais, como pagar as contas domésticas (14%) e comprar alimentos (13%).
As mulheres disseram mais que usariam o dinheiro das apostas para comprar comida (18%) e pagar as contas (18%), enquanto, entre os homens, esses percentuais foram de 11% e 13%. Já os homens guardariam mais (28%) do que elas (18%).
“Nesse caso, as informações sugerem que as apostas disputam, agora, um espaço que antes estava ocupado pelo consumo tradicional das famílias, em atividades como o comércio, a alimentação e os serviços, mas também à organização financeira dessas apostas”, afirma a entidade.
Metade dos entrevistados (54%) afirmou não gastar mais do que R$ 50 por mês nas apostas, enquanto 16% gastam até R$ 100, e 12% investem até R$ 200 nas plataformas.
Empréstimo para apostar
O estudo também indicou que 12% dos paulistanos buscaram algum tipo de ajuda financeira para seguir apostando. Desses, 5% pediram dinheiro emprestado para amigos ou familiares, enquanto outros 4% ainda recorreram a empréstimos bancários.
“Esse é um dos dados mais sensíveis da pesquisa, uma vez que revela que um em cada dez paulistanos já teve problemas financeiros ao apostar e precisou recorrer a terceiros para regularizar a situação”, observa a FecomercioSP.
A federação destaca que isso ocorre em meio a um quadro econômico complexo, marcado por endividamento e juros altos. “Só a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da Federação de abril mostrou, por exemplo, que 72,9% das famílias da cidade estavam endividadas, o maior nível em três anos. Em cada dez delas, duas (21%) estavam inadimplentes”, ressalta a entidade.
Economia
Caixa paga Bolsa Família de julho a beneficiários com NIS de final 4
A Caixa Econômica Federal paga nesta quinta-feira (23) a parcela de julho do Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 4. Neste mês, o valor médio do benefício está em R$ 679,19.

Moradores de 175 municípios de seis estados receberam o crédito antes, na segunda (20), independentemente do número final do NIS. O pagamento unificado beneficiou localidades em situação de emergência ou em estado de calamidade pública nos seguintes estados: Amazonas (três municípios), Paraíba (31), Paraná (8), Rio Grande do Norte (120), Roraima (6) e Sergipe (7).
>>A lista dos municípios com pagamento unificado está disponível aqui
O valor mínimo do Bolsa Família corresponde a R$ 600. Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais:
- o Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança;
- há também um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos;
- outro adicional, de R$ 150, é para famílias com crianças de até 6 anos.
No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.
Regra de proteção
Além do benefício integral, há o pagamento da regra de proteção. Em vigor desde junho de 2023, essa regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício a que teriam direito por até dois anos, desde que cada integrante receba o equivalente a até meio salário mínimo.
Desde junho do ano passado, o tempo de permanência na regra de proteção foi reduzido de dois para um ano. No entanto, quem entrou na regra até maio de 2025 continua a receber metade do benefício por dois anos.
Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família não têm mais o desconto do Seguro Defeso. A mudança foi estabelecida pela Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF). O Seguro Defeso é pago a pessoas que sobrevivem exclusivamente da pesca artesanal e que não podem exercer a atividade durante o período da piracema (reprodução dos peixes).
Confira o calendário de pagamentos de julho
-
Política7 horas atrásPolícia Civil prende foragido por roubo em Poconé
-
Cidades5 dias atrásCraques da Natureza: veja onde e quando participar da produção de mudas em Cuiabá
-
Cidades7 horas atrásAvenida Miguel Sutil terá interdição para continuidade das obras do Complexo Leblon
-
Política6 dias atrásPolícia Militar conduz homem e adolescente faccionados à delegacia e apreende revólver em Cáceres
-
Cidades7 horas atrásPrefeito de Cuiabá recebe policiais que iniciam estágio operacional em Motopatrulhamento Tático
-
Política6 dias atrásDeputado diz que edição de MP foi o acordo possível para viabilizar renegociação de dívidas rurais
-
Cidades5 dias atrásEntrevistas técnicas para diretor e coordenador escolar acontecerão em julho
-
Polícia6 dias atrás“Nós deixamos uma marca”, diz Juca ao relembrar concurso realizado na Câmara de Cuiabá durante sua presidência

