Economia
Caixa paga novo Bolsa Família a beneficiários com NIS de final 3
Economia
Após vários escâdalos e bilhões de reais gastos com o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), a discussão sobre o modal voltou ser pauta após o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), pleitear junto ao governo federal a viabilização do término do sistema de transporte.
Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB)_Foto_Rogério Florentino
Pinheiro quer que o governo federal pague R$ 5 bilhões para viabilização do “VLT cuiabano”, por meio do novo Programa de Aceleramento de Crescimento (PAC), a proposta esta em análise por parte da equipe técnica do Ministério da Casa Civil.
O VLT foi substituído pelo BRT (Bus Rapid Transit) após decisão do Governador Mauro Mendes (UNIÃO).
Com o aval do prefeito de Várzea Grande, Kalil Baracat (MDB), o BRT começou ser implementado onde já havia estrutura do VLT, obra que já tinha custado aos cofres públicos mais de R$ 1 bilhão de reais.
Retirada dos trilhos VLT em Vázrea Grande/MT_Foto_Rogério Florentino/Folha de São Paulo
Agora, com o evento “eleições”se aproximando, políticos da própria base do governo tem renovado discurso a favor do VLT, ” por ser mais moderno, menos poluente e estruturante” disse Wellington Fagundes (PL).
Wellington Fagundes e Mauro Mendes_Foto_Rogério Florentino
Em entrevista à Gazeta, Fagundes, disse que a decisão de permitir o início das obras do BRT foi uma escolha política. ‘O prefeito de Várzea Grande foi convencido pelo governador de que o BRT era a solução mais adequada para aquele momento. Mauro achou que não conseguiria destravar o VLT e então optou pelo BRT. Mas eu particularmente creio que o modal mais moderno seja o VLT e sempre fui um defensor desse modelo, por ser mais moderno, menos poluente e estruturante’, disse.
Kalil Baracat_Foto_Rogério Florentino
Outro cacique que “requentou”o debate sobre o VLT foi o deputado estadual Júlio Campos (União), que alertou sobre a possibilidade de Kalil perder a reeleição por conta da mudança do VLT pelo BRT.
‘O Kalil perderia a eleição se ele autorizasse que o BRT entrasse com a quebradeira na Couto Magalhães. Ele ficaria derrotado politicamente e perderia a eleição para qualquer um. Isso ia ser um desastre porque a Couto não aguentaria essa quebradeira. Por lá passam rede de água, fios e internet’, disse.
Da esquerda para direita_Mauro Mendes_Eduardo Botelho_e_Kalil Baracat_Foto_Rogério Florentino
Eduardo Botelho (União) ficou “em cima do muro” e preferiu não comentar sobre o assunto, ‘por falta de detalhes das negociações’, mas também reconheceu que o VLT seria o melhor modelo ‘mais moderno’.
Agora, mais uma vez, a população vê mais distante o sonho de um sistema único, integrado e moderno entre a Capital e Várzea Grande.
Economia
Fazenda libera empréstimo com aval da União de R$ 12,9 bilhões
O Ministério da Fazenda autorizou, nesta sexta-feira (14), cinco operações de crédito, com garantias da União, a cinco estados: São Paulo, Piauí, Maranhão, Pernambuco e Rondônia. O prazo para os entes assinarem os empréstimos com as instituições financeiras federais – em especial, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – termina em 7 de setembro, devido ao período eleitoral.

Em entrevista a jornalistas, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou a primeira destinação dos recursos liberados nos empréstimos, conforme projetos apresentados pelos estados.
1. São Paulo: R$ 5,4 bilhões tomados no Banco do Brasil, com aval da União, para projetos de mobilidade urbana (metrô e linhas de trens), incluindo a extensão da Linha 5-Lilás, a expansão da Linha 6-Laranja, melhorias nas Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, modernização das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, além de obras de travessias hídricas e também do projeto da rodovia Tamoios.
2. Piauí: R$ 4,9 bilhões de crédito do Banco do Brasil, voltados a investimentos em infraestrutura de transporte (rodovias), obras de urbanização, recursos hídricos, transformação digital, aporte em estatais, além de ações nas áreas de agricultura, cultura e esporte.
3. Maranhão: R$ 1,3 bilhão, operação junto ao Banco do Brasil para obras de infraestrutura rodoviária.
4. Pernambuco: R$ 985 milhões de empréstimo na Caixa Econômica Federal, destinados ao Programa de Desenvolvimento Sustentável e Crescimento Econômico, com foco em infraestrutura hídrica e saneamento básico.
5. Rondônia: R$ 323 milhões junto ao Bradesco, para investimentos em infraestrutura rodoviária e urbana, incluindo aumento iluminação pública, revitalização de praças e melhorias em parques e em complexos esportivos.
Pressão
A liberação do empréstimo ocorreu horas após o governo do estado de São Paulo acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para cobrar o aval da União em obras locais de mobilidade urbana.
Após questionamentos de jornalistas acerca da celeridade dessa autorização federal, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que houve precipitação do governo de São Paulo porque as avaliações já estavam em curso. Ele também descartou a pressão sobre as decisões do ministério.
“Nós não vamos funcionar nunca sob pressão, mas sim no esclarecimento de um rito que funciona, sempre funcionou e vai seguir funcionando com o espírito federativo. Nenhuma ação no Supremo, de qualquer estado que seja, interfere nos nossos processos internos”, frisou durante a entrevista.
Cooperação federativa
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, celebrou a cooperação federativa e afirmou que a concessão de garantias da União para fomentar o crédito é uma estratégia para que estados e municípios avancem na infraestrutura e no desenvolvimento regional.
“A economia brasileira cresce acima das expectativas justamente porque estados e municípios possuem condições de investimento”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
No balanço feito pelo ministro, a União já deu garantias a operações de crédito na marca de R$ 270 bilhões, desde 2023.
Durigan esclareceu, ainda, que outras operações de crédito com garantias do Tesouro solicitadas por outros estados e municípios seguem em análise técnica do governo federal e devem ser anunciadas em lotes para viabilizar investimentos em infraestrutura e no desenvolvimento regional.
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