Economia
BC vê inflação menor em 2017, mas deve cortar menos os juros
Economia
A perspectiva é de crescimento para o PIB neste ano, segundo relatório da instituição
Da redação
O Banco Central reduziu suas previsões sobre inflação neste ano e no próximo, mas reafirmou que a redução moderada do ritmo de corte na Selic deve se mostrar adequada diante do cenário de incerteza que envolve a economia, em meio à intensa crise política que enfrenta o governo do presidente Michel Temer.
Segundo Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta quinta-feira, o BC passou a ver a alta do IPCA em 3,8% em 2017 e em 4,5% em 2018 pelo cenário de mercado, sobre 4 e 4,6% vistos no comunicado da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de maio.
“Em função do cenário básico e do balanço de riscos avaliados em sua última reunião, o Copom entendeu que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado naquela ocasião deveria se mostrar adequada em sua próxima reunião, em julho”, escreveu o BC.
No mês passado, o BC cortou a Selic em 1 ponto percentual, a 10,25% ao ano, ciclo de afrouxamento que começou em outubro passado. No relatório, reafirmou que o ritmo de flexibilização daqui para frente continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.
E acrescentou: “O Copom reitera sua preferência por explicitar condicionalidades sobre a evolução da política monetária, o que melhor transmite a racionalidade econômica que guia suas decisões”.
Para analistas, o BC continuou apontando que deve cortar menos a taxa básica de juros daqui para frente, em meio à crise política, mas a manutenção do ritmo de redução de 1 ponto não estava totalmente descartada.
“A crise provavelmente gera efeitos desinflacionários, mas isso não implica aumentar os estímulos monetários porque aumentaram os riscos em relação ao cenário de 2018”, avaliou o economista-chefe da corretora Votorantim, Roberto Padovani, que prevê redução de 0,75 ponto nos juros em julho, com a Selic fechando o ano em 9 por cento.
No relatório, a autoridade monetária repetiu a mensagem do aumento das incertezas diante da crise política, e reiterou que o resultado líquido desse quadro pode ser tanto desinflacionário, em função do impacto negativo sobre a atividade econômica, quanto inflacionário, com mudanças na formação de preços e sobre as estimativas da taxa de juros estrutural.
“Existe também a possibilidade de os efeitos se compensarem e a trajetória prospectiva da inflação não ser impactada. Não há, portanto, relação direta e mecânica entre o aumento de incerteza e a política monetária”, reforçou.
No mercado de juros futuros, as apostas majoritárias continuavam em corte de 0,75 ponto na Selic em julho, segundo dados da Reuters.
A inflação vem mostrando sinais favoráveis, com o IPCA somando nos 12 meses até maio alta de 3,60 por cento, bem abaixo do centro da meta de inflação de 4,5 por cento para este ano e o próximo, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
No documento, o BC também calculou inflação em torno de 4,3 por cento nos 12 meses até o segundo trimestre de 2019.
A equipe econômica quer reduzir a meta de inflação para 2019, decisão que tomará na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), na semana que vem. A ideia é cortar o centro da meta, estabelecido em 4,5 por cento desde 2005, para algo entre 4 e 4,25 por cento.
O BC também manteve sua perspectiva para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano a 0,5 por cento, justificando que colocou na balança resultados favoráveis de indicadores de atividade recentes que, se mantidos, levariam a uma revisão de alta, mas também ao maior ambiente de incertezas, que pode ter efeito negativo sobre a economia.
Fonte: Reuters
Economia
Simples exigirá nota fiscal nacional única a partir de setembro
As micro e pequenas empresas enquadradas no Simples Nacional terão que emitir notas fiscais de serviço por um sistema único em todo o país a partir de 1º de setembro. A mudança obriga o uso exclusivo do Emissor Nacional da Nota Fiscal de Serviço eletrônica (NFS-e), substituindo os sistemas próprios de cada município.

Definida por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), a regra tem como objetivo padronizar a emissão de notas fiscais, reduzir burocracia e integrar dados tributários entre União, estados e municípios.
Atualmente, cada cidade pode ter um modelo diferente de emissão de nota fiscal de serviço. Com a nova norma, todas as empresas do Simples passarão a usar o mesmo sistema, independentemente de onde atuam.
O que muda na prática?
A principal alteração é a obrigatoriedade de usar apenas o sistema nacional para emitir notas fiscais de serviços.
Quem será afetado:
- Microempresas (ME)
- Empresas de Pequeno Porte (EPP)
- Empresas com pedido de adesão ao Simples ainda em análise
- Negócios em disputa administrativa ou com pendências, se houver possibilidade de enquadramento
Mesmo quem ainda não está formalmente no Simples pode ter que seguir a regra.
A mudança vale apenas para:
- Operações com mercadorias (tributadas pelo ICMS) não entram na regra
- Esses casos continuam seguindo sistemas estaduais ou próprios
Por que o governo fez isso?
A ideia é tornar o sistema mais simples e integrado.
Hoje:
- Cada município tem seu próprio modelo
- Empresas que atuam em várias cidades precisam usar sistemas diferentes
Com a padronização:
- A emissão será feita em um único ambiente nacional
- Os dados serão automaticamente compartilhados com os fiscos
Principais benefícios:
- Padronização nacional: a mesma nota será válida em qualquer cidade do país
- Menos burocracia: empresas deixam de lidar com vários sistemas diferentes
- Integração de dados: informações fiscais serão compartilhadas entre União, estados e municípios
Facilidade tecnológica:
- Emissão via portal online
- Integração com API das empresas. As API são interfaces tecnológicas que conectam diferentes sistemas financeiros
O que esperar
Segundo o governo, a medida deve facilitar o cumprimento de obrigações fiscais, principalmente para empresas que prestam serviços em mais de um município.
Ao mesmo tempo, amplia o controle do Fisco sobre as operações e melhora a organização das informações tributárias no país.
A mudança faz parte de um movimento maior de digitalização e padronização do sistema tributário brasileiro.
-
Economia5 dias atrásMinistério restringe tarifas e limita custo do crédito consignado
-
Política5 dias atrásComissão aprova programa de apoio à educação popular, com cursos gratuitos
-
Política5 dias atrásComissão aprova redução de impostos em importação de equipamentos para automobilismo e motociclismo
-
Política5 dias atrásComissão discute desafios do setor de telecomunicações
-
Política5 dias atrásComissão aprova direito ao letramento digital para pessoas idosas
-
Cidades4 dias atrásDistribuidora denunciada por som alto é interditada em Cuiabá por funcionamento irregular
-
Polícia4 dias atrásPolícia Militar prende vereador foragido da Justiça por violência doméstica em Barra do Bugres
-
Entretenimento4 dias atrásFelipe Suhre celebra casamento com Erick Andrade em cerimônia no Rio: ‘Foi lindo’




Você precisa estar logado para postar um comentário Login